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Sementech FPS 2025 acontece na próxima semana

O evento Sementech FPS 2025, focado em amendoim, ocorrerá nos dias 23 e 24 de julho em Marília, SP, na AEA Marília. O workshop técnico reunirá especialistas para discutir qualidade, análise laboratorial, boas práticas de beneficiamento e legislação para a produção de sementes de amendoim. As inscrições estão abertas em www.capacitacaofps.com.br

O evento é uma iniciativa da Fundação Pró-Sementes e conta com o apoio da Apasem e do Laboratório Primor, com o objetivo de aprofundar conhecimentos e fortalecer a cadeia produtiva de sementes de amendoim. O workshop terá dois dias de programação técnica intensa e networking qualificado. 

Os temas abordados incluem: 

  • Qualidade e análise laboratorial de sementes.
  • Boas práticas na secagem e beneficiamento.
  • Legislação para produção de sementes no Brasil.

Para mais informações e inscrições, acesse https://fundacaoprosementes.com.br/

Foto: Divulgação

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Massa de ar frio avança pelo Sul e Sudeste

A previsão do tempo para os próximos dias indica mudanças no clima em várias regiões do Brasil, com destaque para a chegada de uma nova massa de ar frio. O fenômeno deve impactar principalmente o Sul, o Sudeste e parte do Centro-Oeste, com queda nas temperaturas e possibilidade de geadas em áreas de maior altitude.

Segundo informações divulgadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), o período entre os dias 14 e 21 de julho será marcado por tempo estável e baixa umidade relativa do ar em boa parte do território nacional. No entanto, na Região Sul, os meteorologistas apontam a atuação de uma baixa pressão que deve favorecer a formação de chuvas em áreas pontuais do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, além da incursão de ar frio mais intenso.

Na Região Norte, as chuvas permanecem concentradas no extremo norte, com destaque para Roraima e áreas do noroeste do Amazonas e Pará, onde os acumulados podem ultrapassar 60 mm. Já no Acre, Rondônia, Tocantins e sul do Amazonas, o tempo seguirá seco, com índices de umidade abaixo de 30%, aumentando o risco de incêndios florestais.

No interior do Nordeste, o clima também será seco, com destaque para o sul do Maranhão, sul do Piauí e oeste da Bahia, onde os níveis de umidade podem atingir valores críticos. Apenas no litoral de Sergipe, Alagoas e norte do Maranhão há previsão de chuvas moderadas, com acumulados superiores a 20 mm.

No Sudeste, o tempo permanecerá firme durante a semana. Pequenas chuvas, inferiores a 3 mm, podem ocorrer apenas no litoral norte do Rio de Janeiro e extremo sul do Espírito Santo. A umidade relativa do ar deve cair em praticamente todo o estado de São Paulo e sul de Minas Gerais a partir do dia 16, chegando a níveis abaixo de 40%.

As temperaturas mínimas devem despencar no Sul e parte do Sudeste com a chegada da massa de ar frio. Há previsão de temperaturas abaixo de 6°C em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, o que pode provocar geadas, especialmente em áreas serranas. Nos dias 19 e 20 de julho, o frio também avança para o centro-sul de Minas Gerais e São Paulo, com mínimas inferiores a 10°C.

Fonte: Agrolink/Aline Merladete

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Agro brasileiro exporta US$ 82 bilhões no primeiro semestre de 2025 e mantém protagonismo na pauta comercial do país

O agronegócio brasileiro exportou US$ 82 bilhões no primeiro semestre de 2025, mantendo-se praticamente estável em relação ao mesmo período do ano anterior (-0,2%). Mesmo diante da queda nos preços internacionais, o setor sustentou sua relevância na balança comercial, respondendo por 49,5% de tudo o que o país exportou no período. 

Em junho, as exportações somaram US$ 14,6 bilhões, influenciadas por um cenário de retração nos preços globais. O índice de alimentos do Banco Mundial, por exemplo, recuou 7,3% em relação a junho de 2024. Ainda assim, o Brasil manteve-se competitivo, com uma pauta diversificada e presença consolidada entre os principais fornecedores mundiais de alimentos.

Entre os destaques do mês estão produtos como celulose (com recorde de volume exportado), suco de laranja, farelo de soja, algodão, óleo de amendoim, ovos, gelatinas, pimenta-do-reino moída e chocolates com cacau). A variedade da pauta reflete um esforço estratégico de ampliação de mercados promovido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). 

Reconhecimento internacional reforça imagem do Brasil como fornecedor confiável

Outro marco do semestre foi o reconhecimento do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação, concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). A certificação foi entregue em junho, durante cerimônia em Paris, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. 

A conquista é resultado de décadas de investimentos em vigilância sanitária, cooperação entre os estados e parceria com o setor produtivo. O novo status sanitário abre caminho para a ampliação do acesso a mercados de maior valor agregado e reforça a imagem do Brasil como fornecedor confiável de alimentos seguros e de qualidade no cenário internacional. 

Mais destinos, mais oportunidades

A China manteve-se como principal destino das exportações agropecuárias brasileiras em junho, com US$ 5,88 bilhões em compras, o equivalente a 40,3% da pauta do mês. União Europeia (US$ 1,9 bilhão) e Estados Unidos (US$ 1,04 bilhão) vieram na sequência. Também houve crescimento nos embarques para Japão, Vietnã, Tailândia e Indonésia, sinalizando o avanço do Brasil em mercados menos tradicionais, mas com grande potencial.  

A atuação estratégica do Mapa busca valorizar produtores de todos os portes, ampliar mercados, garantir sanidade e agregar valor à produção nacional. O desempenho do primeiro semestre reafirma a importância do agro como motor da economia brasileira e pilar da presença do país no comércio internacional

Fonte: Mapa Foto: Divulgação

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Mercado financeiro reduz projeção de inflação para 5,17% em 2025

As expectativas do mercado financeiro estão mais otimistas com relação à inflação do país. Pela sétima semana consecutiva, são registradas quedas nas projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país. De acordo com o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central, nesta segunda-feira (14/07), em Brasília, é esperado que o ano feche com uma inflação de 5,17%.

Há uma semana esperava-se uma inflação de 5,18% para o ano. Há quatro semanas, o mercado projetava uma inflação de 5,25%. Para os anos subsequentes, as expectativas se mantiveram estáveis, em 4,5% em 2026, e em 4% para 2027.

A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

PIB e dólar

As projeções relacionadas ao Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todas riquezas produzidas no país – se mantiveram estáveis para 2025, com um crescimento de 2,23%. Para 2026, o mercado se mostrou mais otimista do que na semana passada, aumentando as expectativas de crescimento de 1,86% para 1,89%. Para 2027, projeta-se um PIB de 2%.

Com relação ao câmbio, o Boletim Focus reviu para baixo as expectativas de cotação do dólar. O mercado projeta que, ao final de 2025, a moeda norte-americana custará R$ 5,65. Na semana passada, a projeção era de uma cotação de R$ 5,70 ao final do ano. Há quatro semanas as expectativas estavam em R$ 5,77.

O mercado financeiro reviu também para baixo as expectativas de cotação. Para o final de 2026, a projeção de cotação do dólar caiu de R$ 5,75 (divulgada na semana passada) para R$ 5,70. É a terceira semana seguida de queda nas expectativas de cotação. Para o final de 2027, a projeção é de que a moeda norte-americana estará cotada a R$ 5,71.

Juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

As expectativas do mercado financeiro para a Selic se mantêm em 15% ao ano há três semanas. Para os anos subsequentes, se manteve estável em 12,50% para 2026, e em 10,50% em 2027.

Em ata, o Copom informou que deverá manter os juros no mesmo patamar nas próximas reuniões, enquanto observa os efeitos do ciclo de alta da Selic sobre a economia. No entanto, não descartou mais aumentos, caso a inflação suba.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

Fonte: Agência Brasil Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Irrigação por gotejamento eleva produtividade da soja

Na Estação Experimental da Coopercitrus, em Bebedouro (SP), um projeto inédito de irrigação por gotejamento subterrâneo vem transformando o cultivo da soja. Desenvolvido em parceria com a Netafim, o sistema Cobre 100% da área com irrigação de alta precisão, permitindo também a fertirrigação, aplicação de nutrientes diretamente nas raízes. A tecnologia resulta em uso mais eficiente dos insumos, aumento de produtividade e segurança operacional.

Além da irrigação, a área conta com o GrowSphere™, plataforma digital que permite ao produtor monitorar e programar, à distância, a irrigação e fertirrigação. O projeto foi personalizado, com tubos enterrados a 25 cm de profundidade e espaçados a 70 cm, promovendo distribuição uniforme da água e viabilizando cultivos subsequentes como milho e feijão.

“Com essa ferramenta, o produtor pode, do escritório ou de casa, acompanhar o funcionamento do sistema, ajustar a irrigação e controlar a fertirrigação com muita precisão. Isso traz as informações na palma da mão, facilitando a melhor tomada de decisão no campo”, explica William Damas, especialista agronômico da Netafim.

Francielli Biazi, da Coopercitrus, aponta que mesmo com chuvas regulares, os períodos de estresse hídrico foram superados graças à irrigação, garantindo enchimento uniforme das vagens e expectativa de mais de 75 sacas por hectare. As plantas apresentam peso elevado e uniformidade rara em áreas de sequeiro.

“O manejo de fertirrigação aqui garantiu um enchimento uniforme das vagens, desde o baixeiro até a parte superior. A expectativa é colher mais de 75 sacas por hectare. É visível, inclusive, no peso das plantas, que estão muito bem formadas, com uma uniformidade que dificilmente se consegue em áreas de sequeiro”, afirma.

Fonte e Foto: Agrolink/Leonardo Gottems

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Mapa publica preços mínimos da safra 2025/26

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), nesta quarta-feira (9), publicou a Portaria nº 812, que atualiza os preços mínimos para os produtos de verão e regionais da safra 2025/26 e 2026. A medida tem como objetivo garantir uma remuneração mínima aos produtores rurais, oferecendo maior segurança nas decisões de plantio e comercialização.

Os novos valores, que podem ser consultados por meio deste link, foram fixados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e serão utilizados como base para as ações da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), um dos principais instrumentos do governo federal para a regulação de mercado e proteção do produtor rural frente à volatilidade de preços.

A lista de culturas contempladas inclui produtos como algodão em caroço e em pluma, arroz longo fino em casca, borracha natural cultivada, cacau, leite, milho, mandioca, feijão (cores e preto), farinha, látex, coágulo virgem a granal, entre outros. A medida abrange todas as regiões do país e tem validade entre julho de 2025 e maio de 2027, a depender da cultura.

Segurança para o produtor

O preço mínimo é definido com base em critérios técnicos e econômicos, como os custos de produção e as cotações nos mercados interno e externo. A proposta é elaborada anualmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que também responde pelos estudos técnicos da PGPM-Bio, voltada aos produtos da sociobiodiversidade.

De acordo com o Decreto-Lei nº 79/1966, o preço mínimo serve como referência para o governo agir, caso os valores de mercado fiquem abaixo do estabelecido. Nesses casos, a União pode realizar a compra direta dos produtos ou conceder subvenções para compensar a diferença, protegendo a renda do agricultor.

Referência para o planejamento

A atualização dos preços mínimos ocorre antes do início da próxima safra e é essencial para o planejamento da produção agrícola. Com ela, o governo sinaliza seu compromisso com o setor e ajuda o produtor a tomar decisões mais informadas sobre o que plantar e quanto investir, especialmente em culturas mais sensíveis à oscilação de preços.

Fonte e Foto: Canal Rural

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X Congresso Brasileiro de Soja e Mercosoja 2025

Entre os próximos dias 21 a 24 de julho de 2025 será promovida a 10ª edição do Congresso Brasileiro de Soja 2025, que neste ano celebra os 50 anos da Embrapa Soja. O encontro será realizado no Centro Convenções Expo Dom Pedro, em Campinas (SP).

O CBSoja é o maior fórum técnico-científico da cadeia produtiva e irá reunir renomados especialistas nacionais e internacionais de vários segmentos ligados ao complexo soja.

Faça sua inscrição antecipada: www.cbsoja.combr

Fonte: CBSoja

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Novo bioinsumo desenvolvido pela Embrapa promete revolucionar o manejo de pastagens no Brasil

Parceria público-privada impulsiona inovação no campo

Um novo bioinsumo com potencial para transformar o manejo de pastagens no Brasil está sendo desenvolvido por meio de uma parceria entre a Embrapa Agrobiologia (RJ) e a empresa Agrocete. Com lançamento comercial previsto para 2026, o produto é baseado na combinação de três estirpes bacterianas promotoras de crescimento, com capacidade de atuar em diferentes sistemas produtivos e tipos de pastagens — incluindo gramíneas e áreas degradadas.

Potencial para diferentes sistemas produtivos

A nova tecnologia se destaca por sua aplicação ampla. Segundo o pesquisador Bruno Alves, o bioinsumo poderá ser utilizado tanto por produtores tradicionais quanto por aqueles que adotam práticas sustentáveis como Integração Lavoura-Pecuária (ILP) ou consórcios com leguminosas. Já o pesquisador Jerri Zilli ressalta que os testes em estufa indicaram aumento de mais de 30% na biomassa das leguminosas, o que motivou o avanço para ensaios de campo e a busca pelo registro comercial do produto.

Eficiente mesmo em pastagens puras de gramíneas

Mesmo em áreas sem leguminosas, o bioinsumo mostra-se eficaz ao estimular o crescimento das gramíneas, promovendo redução do uso de fertilizantes nitrogenados, como no caso de pastagens com braquiária. “Isso representa um ganho real para o produtor”, explica Zilli.

Impacto ambiental e econômico

De acordo com a diretora da Agrocete, Andrea Giroldo, a formulação multiforrageira é um diferencial estratégico para o mercado, garantindo praticidade e economia. Ela destaca que, atualmente, mais de 70 milhões de hectares de pastagens no Brasil apresentam baixa produtividade ou degradação. O novo bioinsumo chega como uma alternativa sustentável para aumentar a produção bovina sem elevar os custos e com menor impacto ambiental.

Expectativa de lançamento para 2026

Até o lançamento comercial, previsto para 2026, a Embrapa e a Agrocete seguem com estudos agronômicos para validar a eficácia e a segurança do produto no campo. O bioinsumo pode beneficiar diretamente uma área de 159 milhões de hectares de pastagens no Brasil, das quais cerca de 100 milhões enfrentam graus variados de degradação.

Leguminosas: aliadas da produtividade e da sustentabilidade

A incorporação de leguminosas nas pastagens é uma prática com grande potencial para reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) e melhorar a qualidade do solo. As pesquisas da Embrapa mostram que, por meio da fixação biológica de nitrogênio, essas plantas podem diminuir em até 30% as emissões de GEE, além de reduzir a necessidade de fertilizantes sintéticos.

Além disso, as leguminosas ajudam a reduzir a emissão de metano entérico pelo gado, graças à presença de compostos como taninos condensados, que modificam a fermentação ruminal. Também contribuem para o sequestro de carbono no solo, podendo armazenar até 4,4 toneladas de carbono por hectare ao ano.

Apoio de políticas públicas e incentivo à pecuária regenerativa

As práticas sustentáveis envolvendo leguminosas estão contempladas no Plano ABC+, do governo federal, que incentiva ações de baixa emissão de carbono na agricultura. “O consórcio com leguminosas melhora a fertilidade, promove a circularidade dos nutrientes e reduz as emissões de GEE”, reforça o pesquisador Bruno Alves.

Conheça as bactérias que compõem o bioinsumo

Bradyrhizobium: amplamente usado na cultura da soja, promove a fixação biológica de nitrogênio, reduzindo a necessidade de adubação.

Azospirillum: atua no desenvolvimento das raízes e no crescimento das plantas, sendo comum em gramíneas como milho, trigo e arroz.

Nitrospirillum: bactéria fixadora de nitrogênio isolada na Amazônia, com resultados promissores em culturas como cana-de-açúcar e cereais, além de estimular o desenvolvimento radicular.

O novo bioinsumo reforça a busca por soluções sustentáveis e eficientes na pecuária brasileira, aliando produtividade, economia e preservação ambiental. A expectativa é que, a partir de 2026, os produtores tenham em mãos uma ferramenta capaz de recuperar áreas degradadas, reduzir o uso de fertilizantes químicos e melhorar a qualidade das pastagens em diversas regiões do país.

Fonte: Portal do Agronegócio Foto: Jerri Zilli

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Sobra de trigo pressiona mercado

O mercado de trigo no Sul do Brasil segue pressionado pela grande oferta da safra passada e pela cautela dos produtores quanto à nova safra. Segundo a TF Agroeconômica, no Rio Grande do Sul, o plantio da safra 2024 está estagnado em 40% da área estimada de 950 mil hectares, abaixo de 1 milhão de hectares, como já vinha sendo previsto pelo setor. As chuvas dificultaram os trabalhos de campo, embora tenham sido parcialmente retomados nesta quarta-feira.

No mercado da safra velha, junho terminou com preços estáveis e pouca movimentação. Os moinhos gaúchos têm julho e parte de agosto cobertos, o que reduz o ritmo de compras. Negócios pontuais ocorreram a R\$ 1.300,00 para trigo de boa qualidade e localização média, com embarque em julho e pagamento em agosto. Já lotes premium do norte do estado chegaram a R\$ 1.320,00 para moinhos catarinenses. A disponibilidade ainda é elevada: estima-se que havia 360 mil toneladas no estado até 30 de junho, com expectativa de 130 mil toneladas remanescentes até o fim de outubro.

Em Santa Catarina, os moinhos priorizam a compra de trigo gaúcho de melhor qualidade, mas muitos ainda estão escoando estoques. Preços da safra velha variaram entre R\$ 1.330,00 e R\$ 1.500,00 FOB, dependendo do tipo e origem. Houve redução estimada de 20% nas vendas de sementes e a Conab prevê queda de 6,3% na produção, mesmo com aumento de área plantada, devido à menor produtividade.

No Paraná, os negócios estão praticamente parados, com produtores pedindo R\$ 1.500 FOB, enquanto compradores oferecem até esse valor CIF. A grande oferta de trigo importado — cotado entre R\$ 1.425,00 e R\$ 1.507,00 conforme a origem e localidade — deve sustentar o abastecimento até a chegada da nova safra. O preço médio na pedra recuou 0,89%, para R\$ 77,68/saca, pressionando a margem de lucro dos produtores, agora em 5,64%.

Fonte e Foto: Agrolink

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Foto Gilson Abreu/AEN

Adesão obrigatória à nota fiscal eletrônica do produtor rural é adiada para 2026

Os produtores rurais do Paraná terão mais tempo para se adequar à Nota Fiscal do Produtor Eletrônica (NFP-e). A Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) e a Receita Estadual prorrogaram o prazo para que agricultores e pequenos pecuaristas adotem o documento digital. Com o novo adiamento, os produtores terão até o dia 5 de janeiro de 2026 para se adequar às novas regras.

A nova data foi estabelecida pela Norma de Procedimento Fiscal nº 32/2025 publicada no Diário Oficial do Estado de terça-feira (01). Com isso, os produtores ganham quase seis meses para se adequar ao novo formato.

A NFP-e é um documento exclusivamente digital, emitido e armazenado eletronicamente, destinado a registrar transações que envolvam a circulação de mercadorias para fins fiscais. Ao substituir o documento em papel, a NFP-e (modelo 55) possui as mesmas atribuições e validade jurídica que a Nota Fiscal de Produtor (modelo 4), que será gradualmente substituída pelo ambiente eletrônico.

Mais eficiência

Desde 1º de janeiro de 2021, os produtores rurais com faturamento anual superior a R$ 200 mil já estavam obrigados a utilizar a NFP-e em operações interestaduais. A partir de 2026, porém, essa obrigatoriedade se estenderá para todas as operações, tanto internas quanto interestaduais, independente do valor em questão.

A principal vantagem da NFP-e é a praticidade. Além de reduzir os erros de escrituração, a nota eletrônica também representa um significativo ganho de tempo para o produtor. Com ela, o documento fiscal pode ser emitido de qualquer lugar pela internet, evitando a necessidade de ir às prefeituras para buscar ou entregar as notas fiscais.

Ela também garante mais agilidade e eficiência por parte da Receita Estadual, já que a nota eletrônica é gerada e autorizada imediatamente. A medida também reduz o consumo de papel e diminui os gastos públicos.

Como emitir

A NFP-e pode ser emitida de três formas: pelo Portal Receita PR, pelo Nota Fiscal Fácil (NFF) ou mesmo por um software adquirido de terceiros que seja cadastrado para este fim.

Fonte: AEN Foto: Gilson Abreu