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Ipardes vai divulgar novos dados socioeconômicos do Paraná em novembro

Em novembro o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) apresentará os dados da Pesquisa por Amostra de Domicílios do Paraná (PAD-PR). Recentemente terminaram as visitas domiciliares com coleta de informações. Ao todo, o órgão foi a 73 mil residências, urbanas e rurais, distribuídas em 361 municípios das 29 regiões geográficas.

O diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, destaca que a pesquisa vai fornecer indicadores socioeconômicos do estado.

O questionário coletou informações sobre a infraestrutura domiciliar, nível de escolaridade, perfil e hábitos dos moradores e condições alimentares. Os dados são analisados por equipes técnicas e serão divulgados em um painel interativo.

De acordo com o Ipardes, essa pesquisa será mais ampla e detalhada do que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), coordenada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que faz 20 mil entrevistas no Paraná.

A PAD é financiada com recursos do Fundo Paraná, da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), e conta com 2% da receita tributária anual do Governo do Estado.

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Fonte e Foto: BandNews/Brenda Niewiorowski

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Safra de grãos 2024/25 é estimada em 345,2 milhões de toneladas com recorde na produção de milho e soja

A produção brasileira de grãos na safra 2024/25 está estimada em 345,2 milhões de toneladas, configurando-se como novo recorde na série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), superando a safra 2022/23 quando foram colhidas 320,91 milhões de toneladas. Se comparado com o volume obtido na safra passada, o resultado representa uma alta de 47,7 milhões de toneladas. Os dados estão no 11º Levantamento da Safra de Grãos divulgado nesta quinta-feira (14) pela Companhia. Esse aumento é influenciado tanto pela maior área cultivada no país, com uma alta de 2,5% sendo estimadas em 81,9 milhões de hectares, como, principalmente, pela recuperação da produtividade média nacional das lavouras, saindo de 3.722 quilos por hectare em 2023/24 para 4.214 quilos por hectare na atual temporada.

Com produtividades recordes milho e soja contribuem para o bom resultado esperado, que juntos representam aproximadamente 43,4 milhões de toneladas, sendo em torno de 21,5 milhões de toneladas o crescimento do milho e cerca de 21,9 milhões de toneladas o incremento da soja. No caso do cereal a expectativa é de uma colheita total de aproximadamente 137 milhões de toneladas, a maior já registrada na série histórica da Companhia. Apenas na segunda safra do grão, são esperadas 109,6 milhões de toneladas. A colheita da segunda safra de milho já alcança 83,7% da área cultivada, como aponta o Progresso de Safra, aproximando-se da média dos últimos anos, que foi de 84,3%. Em Mato Grosso, principal estado produtor do cereal, a colheita se encaminha para a finalização com uma produção estimada de 53,55 milhões de toneladas, o que representa 49% da produção total do milho segunda safra no país.

A soja tem produção estimada nesta temporada em 169,7 milhões de toneladas, 14,8% superior à da safra de 2023/24. Os investimentos dos produtores na cultura, a partir da disponibilização de crédito via Plano Safra, aliado às boas condições climáticas na maioria das regiões produtoras, justificam a produção recorde da oleaginosa no país. A Conab também estima uma boa produção para o arroz, com uma colheita de 12,3 milhões de toneladas, que corresponde a um aumento de cerca de 1,7 milhão de toneladas em relação à safra anterior. Esse crescimento é resultado da expansão de 8,8% na área semeada e das condições climáticas favoráveis, especialmente no Rio Grande do Sul, principal estado produtor.

Para o algodão, outra importante cultura de segunda safra, a previsão é de um novo recorde na produção, com 3,9 milhões de toneladas da pluma. A boa produtividade média das lavouras e o ganho de 7,3% na área semeada da cultura influenciam no crescimento de 6,3% na atual safra da fibra. A colheita segue em ritmo mais lento que a média dos últimos 5 anos, atingindo 39% da área. As chuvas e o frio fora de época nos meses de junho e julho, retardaram o processo de maturação, alterando o ciclo de desenvolvimento da cultura. A expectativa é que ao longo do mês de agosto os produtores compensem o ritmo convergindo o percentual a ser colhido convergindo, em setembro, para os índices das médias históricas para o período.

Já para o feijão, a estimativa da Conab é de uma queda na produção de 3,5% em relação ao ciclo anterior, chegando em 3,1 milhões de toneladas somadas as 3 safras do grão. No segundo ciclo da leguminosa, as condições climáticas desfavoráveis registradas no Paraná, um dos principais estados produtores, afetaram a qualidade do grão, bem como o rendimento das lavouras. Para a terceira safra de feijão também é esperada uma redução na colheita.

Dentre as culturas de inverno, destaque para o trigo. Mesmo com uma previsão de queda de 16,7% na área semeada, estimada em 2,55 milhões de hectares, a Conab espera uma produção próxima à estabilidade, podendo chegar a 7,81 milhões de toneladas. As condições climáticas, até agora, são melhores que a ocorrida na safra anterior, o que justifica a um volume colhido semelhante ao registrado em 2024.

Mercado

Neste 11º levantamento, a Conab atualiza as projeções do quadro de suprimentos da safra 2024/25 para o milho. Diante da projeção de maior disponibilidade de milho no mercado nacional na segunda safra e dos prováveis redirecionamentos de demanda internacional para o milho sul-americano, haja vista os atuais embates tarifários entre os Estados Unidos e importantes importadores do grão, é esperado um incremento nas exportações brasileiras. Atualmente as vendas ao mercado externo estão estimadas em 40 milhões de toneladas frente às 38,5 milhões de toneladas exportadas no ciclo 2023/24. O consumo interno também tende a ser maior que no último ciclo, com estimativa de ultrapassar as 90 milhões de toneladas. Ainda assim, a produção recorde do cereal possibilita a recomposição do estoque de passagem do cereal, previsto em 10,3 milhões de toneladas.

Outras informações sobre o cultivo e as condições de mercado sobre as principais culturas cultivadas no país podem ser encontradas no 11º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, publicado no site da Conab.

Fonte: Conab Foto: Divulgação

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Line-up prevê embarques de 9,204 mi de t de soja pelo Brasil em agosto

O line-up, a programação de embarques nos portos brasileiros, projeta a exportação de 9,204 milhões de toneladas de soja em grão para agosto, conforme levantamento realizado por Safras & Mercado. No mesmo mês do ano passado, exportações somaram 7,994 milhões de toneladas segundo a estimativa.

Em julho, foram embarcadas 11,915 milhões de toneladas. Para setembro, a previsão é de 1,055 milhão de toneladas.

De janeiro a agosto de 2025, o line-up projeta o embarque de 89,441 milhões de toneladas. De janeiro a agosto de 2024, foram 83,704 milhões de toneladas.

Fonte: Equipe Mais Soja Foto: Divulgação

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Exterior facilita negociações da soja

A valorização externa favorece as negociações da soja no estado do Rio Grande do Sul, segundo informações da TF Agroeconômica. “Preços reportados para pagamento em 08/08 (entrega julho até 07/08) ficaram em R$ 143,00 porto. Compradores estão olhando com mais força para meses mais à frente. No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 134,00 Cruz Alta – Pgto. 29/08. R$ 133,00 Passo Fundo – Pgto. fim de agosto. R$ 133,00 Ijuí– Pgto. 29/08 – para fábrica. R$ 134,00 Santa Rosa / São Luiz – Pgto. 11/09. Preços de pedra em Panambi mantiveram-se em R$ 122,00 a saca ao produtor”, comenta.

Demanda externa impulsiona perspectivas para produtores catarinenses. “O cenário nacional de preços firmes e a demanda externa aquecida, impulsionada pela menor oferta norte-americana e pelo forte procura chinesa por grãos sul-americanos, criam um ambiente positivo para futuras negociações no estado. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 138,83”, completa a consultoria.

No Paraná, mantém-se uma estabilidade nos preços da soja com demanda aquecida. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 141,78 (-0,85%). Em Cascavel, o preço foi 127,94 (+0,45%). Em Maringá, o preço foi de R$ 128,83 (+0,23%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 129,85 (+0,64%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 139,30 (+0,15%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 118,00”, indica.

O mercado de soja, em Mato Grosso do Sul, segue atento à demanda chinesa e aos custos logísticos. “A perspectiva de aumento nas exportações reforça a necessidade de planejamento para escoamento e armazenamento, especialmente diante dos custos de frete, que permanecem como fator decisivo na formação da margem de lucro e ainda muito altos. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 121,78 (+0,30%), Campo Grande em R$ 121,78 (+0,30%), Maracaju em R$ 121,78 (+0,30%), Chapadão do Sul a R$ 120,65 (0,63%), Sidrolândia a em R$ 121,78 (+0,30%)”, informa.

A venda imediata avança, mas a comercialização segue lenta em Mato Grosso. “A China reforça seu protagonismo ao ampliar as compras de soja brasileira, fator que favorece os produtores locais. Campo Verde: R$ 122,20. Lucas do Rio Verde: R$ 118,10, Nova Mutum: R$ 118,10. Primavera do Leste: R$ 122,20. Rondonópolis: R$ 122,20. Sorriso: R$ 118,10”, conclui.

Fonte: Agrolink Foto: Pixabay

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Algodão/Cepea: Comercialização avança no spot

O mercado spot de algodão em pluma esteve mais aquecido nos últimos dias, com vendedores e compradores interessados na comercialização, aponta o Cepea. Segundo o Centro de Pesquisas, também aumentou o ritmo de negócios de contratos a termo.

Quanto aos preços, no geral, levantamento do Cepea mostra ligeiros recuos devido à menor paridade de exportação, que está nos patamares observados em maio/24. Com isso, pesquisadores explicam que as vendas internas se tornam atrativas. No acumulado da primeira dezena de agosto, o Indicador CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, caiu 3%, com a média superando em 8% a paridade de exportação.

Fonte: Cepea Foto: Divulgação

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Grupo Potencial do Brasil investirá US$ 392 milhões em usina de etanol de milho no Paraná

O Grupo Potencial investirá 2 bilhões de reais (US$ 392,9 milhões) para construir uma usina de etanol de milho na Lapa, no estado do Paraná, como parte de um plano para desenvolver o maior complexo de biocombustíveis do mundo, disse o vice-presidente Carlos Eduardo Hammerschmidt.

O grupo já está em estágios avançados de construção de uma unidade de esmagamento de soja no local, cuja conclusão está prevista para o primeiro semestre de 2026.

A planta fornecerá matéria-prima para a fábrica de biodiesel em expansão da Potencial, disse Hammerschmidt em uma entrevista à Reuters na segunda-feira, enquanto os planos futuros incluem a construção de uma instalação de combustível de aviação sustentável (SAF).

“Nosso objetivo é construir o maior complexo de biocombustíveis do mundo”, disse Hammerschmidt, coproprietário da empresa familiar.

A usina de etanol de milho consumirá 1,2 milhão de toneladas de milho por ano, o equivalente a 6% da produção do Paraná. O estado, segundo maior produtor de milho do Brasil, tem previsão de colheita recorde de 20 milhões de toneladas na safra 2024/25.

A construção da usina de etanol está programada para começar em 2026, usando fundos próprios da empresa, e pode ser concluída no final de 2027, disse Hammerschmidt.

A produção de etanol de milho na região centro-sul do Brasil deve crescer mais de 30% em 2024/25, impulsionada pela crescente demanda por combustível e por uma nova regra, em vigor desde o início de agosto, que determina que a gasolina deve incluir 30% de etanol anidro.

Brasil escolhe alívio local em vez de retaliação por tarifas dos EUA, dizem fontes

Após a conclusão da expansão da planta de biodiesel, até o final de 2026, a Potencial aumentará sua capacidade de produção anual de 900 milhões de litros para 1,62 bilhão de litros, acrescentou Hammerschmidt.

A esmagadora de soja na Lapa terá capacidade para processar 1,2 milhão de toneladas por ano, disse ele.

O investimento na usina de etanol faz parte de uma estratégia mais ampla que inclui a construção de dois gasodutos — um para etanol e outro para biodiesel — conectando a cidade vizinha de Araucária ao complexo da Lapa, com potencial para atender outras cidades.

A empresa espera investir 200 milhões de reais nos gasodutos, disse Hammerschmidt.

“Entregaremos biodiesel e etanol diretamente aos centros de distribuição de combustível”, disse Hammerschmidt, observando a proximidade do complexo a uma refinaria de petróleo no Paraná, de propriedade da gigante estatal de energia, Petrobras PETR4.SA.

Relatório do USDA: Condição do milho se mantém estável enquanto o trigo da primavera atinge a menor taxa em quatro semanas

Fonte: Reuters/Reportagem de Roberto Samora; Texto de Oliver Griffin; Edição de Daniel Wallis) Foto: Divulgação

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BASF, Corteva e MS Technologies trazem ao mercado brasileiro o primeiro conjunto de características da soja

A BASF, a Corteva Agriscience e a MS Technologies, LLC anunciaram hoje a assinatura de um acordo de licenciamento para levar a nova característica de soja resistente a nematoides (NRS) da BASF, com as sojas Enlist E3® e Conkesta E3®, aos agricultores brasileiros. A característica NRS oferece a primeira solução biotecnológica para o manejo eficaz de nematoides de lesões radiculares (Pratylenchus brachyurus) e nematoides de cisto da soja – pragas microscópicas de difícil controle que danificam a soja e ameaçam a produtividade.

“Esta nova característica demonstrou mais de 90% de controle de nematoides de lesões radiculares em mais de 160 ensaios de campo nos últimos 7 anos”, disse Adolfo Vitorio Ulbrich, Diretor Regional de P&D de Sementes da BASF Agricultural Solutions na América Latina. “Estamos entusiasmados em cooperar com a Corteva e a MS Technologies, LLC para levar aos agricultores brasileiros a primeira característica biotecnológica comercialmente disponível para soja, fornecendo uma ferramenta crucial de manejo contra nematoides.”

O sistema de controle de plantas daninhas Enlist® é  líder no setor para soja, milho e algodão. A soja Enlist E3 é tolerante aos herbicidas 2,4-D colina, glifosato e glufosinato, oferecendo aos produtores opções adicionais de herbicidas para o manejo de plantas daninhas resistentes e de difícil controle. A soja Conkesta E3 também incorpora duas proteínas Bt (Cry1F e Cry1Ac) para o manejo das principais lagartas-praga nas lavouras de soja, uma opção personalizada para agricultores na América Latina.

“Estamos satisfeitos com a oportunidade de combinar nossa tecnologia de soja Enlist E3 e Conkesta E3 com a característica de soja resistente a nematoides (NRS) da BASF para oferecer aos produtores de todo o Brasil uma nova ferramenta essencial para ajudar na proteção contra Pratylenchus brachyurus e o nematoide de cisto da soja”, disse Christian Pflug, Diretor de Licenciamento — Brasil e Paraguai, Corteva.

O evento de soja transgênica nas sojas Enlist E3 e Conkesta E3 é desenvolvido em conjunto e de propriedade da Corteva e MS Technologies, LLC

“Desde o início, a MS Technologies, LLC tem se concentrado no desenvolvimento da genética de soja de mais alto desempenho do setor”, disse Joe Merschman, presidente da MS Technologies, LLC. “O pareamento das genéticas Enlist E3 e Conkesta E3 da MS Technologies, LLC com esta nova característica NRS desenvolvida pela BASF representa uma mudança radical na proteção de valor para os produtores de soja na América do Sul.”

A BASF, a Corteva e a MS Technologies, LLC preveem que variedades comerciais contendo a inovadora característica NRS da BASF nas sojas Enlist E3 e Conkesta E3 estarão disponíveis para os agricultores no Brasil até o final da década ou início da próxima, aguardando as revisões regulatórias aplicáveis e a conclusão dos testes de campo. A possibilidade de inclusão em outros países ainda é uma possibilidade.

Os termos do acordo não foram divulgados.

Leia e siga sempre as instruções do rótulo. A tecnologia de característica NRS é de propriedade e desenvolvida pela BASF. O  sistema de controle de plantas daninhas Enlist® é de propriedade e desenvolvido pela Corteva Agriscience LLC. O evento de soja transgênica nas sojas Enlist E3® e Conkesta  E3® é  desenvolvido e de propriedade conjunta da Corteva Agriscience e da MS Technologies, LLC. A BASF licenciou sua característica de soja resistente a nematoides para a Corteva e a MS Technologies, LLC para uso nas sojas Enlist E3® e  Conkesta E3® .  ™ ® ℠ Marcas comerciais e marcas de serviço da Corteva Agriscience e suas empresas afiliadas. © 2025 BASF Agricultural Solutions LLC. Todos os direitos reservados.

Fonte: Global Agriculture Foto: Divulgação

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10º Seed Congress of the Americas

O 10º Seed Congress of the Americas já está com as inscrições abertas para a apresentação de trabalhos científicos de empresas, institutos de pesquisa, universidades e organizações que trabalham no setor. O evento terá como tema “Promovendo o Negócio de Sementes nas Américas” e será realizado de 29 de setembro a 1º de outubro, em Foz do Iguaçu (PR), promovido pela Abrasem e pela Seed Association of the Americas (SAA).

Um dos destaques da programação será o Piso de Inovação, espaço dedicado à exposição de pôsteres que reúne avanços e descobertas relevantes para toda a cadeia produtiva de sementes. A proposta é oferecer uma vitrine para programas e pesquisas inovadoras desenvolvidos por empresas, institutos de pesquisa, universidades e organizações do setor, promovendo a troca de conhecimento e o fortalecimento de estratégias que moldam o futuro da indústria de sementes.

Os trabalhos poderão abranger temas como análises de sementes, melhoramento de plantas, biotecnologia, produção, comércio e tecnologias aplicadas, além de outros projetos relacionados ao setor. O Comitê da Sessão de Pôsteres selecionará 30 propostas para apresentação, avaliando os resumos com base na originalidade, relevância e conformidade com as diretrizes de submissão.

Segundo a organização, participar do Piso de Inovação é uma oportunidade única para divulgar trabalhos de pesquisa e tecnologia para um público altamente qualificado, formado pelas principais empresas e profissionais da indústria de sementes das Américas. Além disso, garante visibilidade e fortalece conexões estratégicas no setor.

Para apresentar um pôster, é necessário estar inscrito no congresso. Os espaços serão alocados por ordem de chegada e deverão seguir os horários de montagem e desmontagem definidos pela organização. Mais informações sobre diretrizes, prazos e inscrições estão disponíveis no site www.saaseedcongress.org ou pelo e-mail posters@saaseed.org.

Serviço:

Evento: 10th Seed Congress of the Americas

Data: 29 de setembro a 1 de outubro de 2025

Local: Foz do Iguaçu

Inscrições: www.saaseedcongress.org ou pelo e-mail posters@saaseed.org.

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Entrega da declaração do ITR 2025 começa nesta segunda-feira

O prazo para entrega da Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) 2025 começa nesta segunda-feira (11) e vai até 30 de setembro, informou a Receita Federal.

É por meio dessa declaração que, anualmente, são prestadas as informações necessárias para se calcular o valor do tributo a ser pago pelos proprietários de terras no país.

Declaração online

Este ano, a principal novidade é a de se poder fazer a declaração de forma online, por meio do Portal de Serviços da Receita Federal. Basta, ao contribuinte, acessar o serviço “Minhas Declarações do ITR” na aba “Imóveis”.

“A nova solução substitui a necessidade de downloads anuais, permitindo o preenchimento direto no ambiente online, com recursos como recuperação automática de dados cadastrais; agrupamento de declarações de imóveis do mesmo contribuinte; acesso por computador ou dispositivo móvel; preenchimento multi-exercício em um único ambiente”, informa a Receita.

Quem deve declarar

A declaração é obrigatória para pessoas físicas ou jurídicas (exceto imunes ou isentas) que detenham, a qualquer título, imóvel rural; bem como para quem perdeu a posse ou a propriedade do imóvel rural entre 1º de janeiro e a data de entrega da declaração.

O valor do imposto a ser pago poderá ser dividido em até quatro parcelas mensais sucessivas, desde que o valor de cada quota seja de, no mínimo, R$ 50. Valores inferiores a R$ 100,00 devem ser pagos em quota única.

Como pagar

O pagamento pode ser feito por transferência bancária; Documento de Arrecadação (Darf), em bancos autorizados; bem como por Pix com o QR Code que é gerado pelos meios de entrega da declaração.

“A quota única ou a primeira quota deve ser paga até o dia 30 de setembro de 2025, último dia do prazo para a apresentação da DITR. As demais quotas devem ser pagas até o último dia útil de cada mês, acrescidas de juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic) para títulos federais, acumulada mensalmente, calculados a partir do mês de outubro de 2025 até o mês anterior ao do pagamento, e de um por cento no mês do pagamento”, detalha o Ministério da Fazenda.

Fonte: Agência Brasil Foto: Divulgação

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COP30 pode abrir caminhos para o agro brasileiro

A importância dos investimentos para a competitividade do agro, a formação de parcerias estratégicas e a maior articulação institucional foram os temas centrais dos debatedores do painel “Alimentos, Energia e Inovação”, durante o 24º Congresso Brasileiro do Agronegócio, uma realização da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), em parceria com a B3 – a bolsa do Brasil, que acontece nesta segunda-feira (11/8), em São Paulo (SP).

De acordo com Marcio Santos, CEO da Bayer Brasil, o agro foi uma construção muito positiva, com investimentos contínuos em inovação, que permitiram, por exemplo, o país ter uma segunda safra produtiva e sustentável. “Se o cenário externo se resolvesse hoje, nós estaríamos preparados para atender o mercado global? Será que o construímos ao longo dessas décadas, ainda estamos mantendo? Essas perguntas são fundamentais porque temos que acreditar que podemos manter nossa trajetória de crescimento”, explicou. 

Para ele, a COP30 será uma oportunidade e um marco para reposicionar o país. “Esse evento pode abrir caminhos para dialogar com nossos e novos parceiros”, pontuou. Ele alertou para entraves internos à competitividade do Brasil: “Na minha opinião, falta ambiente institucional para sermos mais competitivos. Deixo aqui uma reflexão sobre o que já construímos nestes últimos 50 anos e como vamos pensar os próximos anos e esta trajetória do agro”.

Alfredo Miguel, diretor LATAM da John Deere, destacou o papel da diplomacia, que precisa estar presente sempre, mas focada na realidade e nos desafios para discutir as soluções. Por outro lado, o setor privado vai precisar se reorganizar em termos de custos, cadeia de fornecedores e exportação para se manter competitivo.

“É importante que o governo tenha um plano de curto e médio prazo para seguirmos competitivos juntos. O agro precisa liderar o Brasil com ciência, tecnologia e inovação para continuarmos nessa crescente expansão do setor”, afirmou Miguel.

A diversificação é a base da resiliência, segundo Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS. “Reconhecemos que o ciclo das commodities existe, e que os problemas geopolíticos e econômicos vêm e vão. Manter-se diversificado usando a inovação é a saída para manter a empresa crescendo em momentos difíceis. Com base nesta estratégia conseguimos realocar investimentos”, explicou.

Tomazoni defendeu o papel de uma agência de comércio exterior (trade) como instrumento estratégico do país, que poderia ser a ponte para projetar o Brasil, não só o produto, mas o jeito e a forma de fazer e a tecnologia tropical de produção brasileira”.

Durante o painel moderado pelo jornalista William Waack, Larissa Wachholz, Senior Fellow do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), alertou para o desconforto crescente da China com a dependência de exportações do Brasil e dos EUA. Segundo ela, os chineses já estão em busca ativa de diversificação de fornecedores.

Wachholz defendeu uma abordagem mais pragmática e aberta do Brasil nas parcerias internacionais, sem alinhamentos automáticos. “Precisamos pensar em nossas dependências como país — seja em fertilizantes ou outros insumos — e nos beneficiar da inovação e diversidade dos parceiros, sem privilegiar um ou outro. É preciso desenvolver novos mercados e não vender barato. Olhar para o mundo, entender suas necessidades e complementar um ao outro”, analisou.

Fonte: Agrolink Foto: Divulgação