a12d9134-7261-4f2c-af9e-bddbd0b0c820

Milho: Semeadura alcança 65,9% das áreas projetadas para a safra

Em MG, o clima mais quente tem aumentado a pressão da cigarrinha nas lavouras. No RS, a falta de precipitações significativas, em quase todo o estado, e a ocorrências de ventos constantes e altas temperatura, provoca sintomas de deficit hídrico em algumas regiões. Na BA, o plantio avança rapidamente.

No PR, o tempo mais seco no estado permitiu a realização dos tratos culturais. Em SC, o plantio se aproxima da finalização e a redução das chuvas favoreceu o desenvolvimento da cultura. No MA e PI, o plantio foi iniciado. Em GO, a semeadura está na reta final nas regiões Leste e Norte.

Fonte: Conab Foto: Divulgação

0314056feba849868856b87211cd10e1_858x483

Trigo/Cepea: Agentes brasileiros estão de olho na safra argentina

Agentes colaboradores do Cepea estão atentos ao andamento da colheita de trigo na Argentina – vale lembrar que o país vizinho é o maior fornecedor do cereal ao Brasil. Dados divulgados em 27 de novembro pela Bolsa de Cereales indicam que, com 33,9% da área colhida, a produção argentina foi revisada para cima, para 25,5 milhões de toneladas. Esse volume supera em 1,5 milhão a estimativa anterior, além de ser um novo recorde, ultrapassando o até então maior volume, de 22,4 milhões de toneladas, registrado na temporada 2021/22.

Quanto aos preços no Brasil, caíram em novembro. De acordo com pesquisadores do Cepea, além do cenário de safra volumosa na Argentina, a desvalorização do dólar frente ao Real reforçou o movimento de queda nos preços do trigo no mercado brasileiro. Em novembro, a média mensal no Rio Grande do Sul foi de R$ 1.044,82/t, recuo de 8,2% frente a outubro/25, de 17,1% em relação a novembro/24 e a menor desde fevereiro/18 – todas as comparações são em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-DI). No Paraná, a média foi de R$ 1.196,69/t em novembro, com baixa mensal de 1,6% e anual de 15,9% e a menor desde outubro/23.

Fonte: Cepea Foto: Divulgação

ACeZMyQZXGzaAkaTT2TC4gv9dyr15gqoUSL4KrwO

Deputados aprovam em primeiro turno mudança de custas judiciais no Paraná

Os deputados estaduais aprovaram em primeiro turno a proposta de mudança de custas judiciais no Paraná. A votação foi realizada em sessão ordinária nesta segunda-feira (1).

Foram 28 votos favoráveis e nove contrários ao projeto, de autoria do Tribunal de Justiça do Paraná.

Segundo o TJ-PR, a legislação encontra-se defasada neste aspecto. Ainda na justificativa, o projeto consolida a cobrança das taxas no ajuizamento da ação, antes de uma sentença judicial.

As custas judiciais são as chamadas taxas de pagamento durante processos para cobrir os valores dos serviços prestados pelo Poder Judiciário, que devem sofrer reajustes. Elas se diferenciam das custas extrajudiciais, que são taxas cobradas pelos cartórios para a prestação de outros serviços, como reconhecimento de firma e emissão de certidões.

A proposta altera a Lei 6.149, de 1970, com a criação de critérios para cobranças ao Tribunal de Justiça, às unidades judiciárias e os oficiais de Justiça, por exemplo.

Apesar do encaminhamento em primeiro turno, emendas devem ser apresentadas em segundo turno para posterior análise na Comissão de Constituição e Justiça.

Antes da sessão ordinária na Assembleia Legislativa do Paraná, o governador Ratinho Junior (PSD) havia falado sobre o assunto. Na visão de Ratinho, é necessária a modernização da lei neste sentido, apesar de a proposta não ser de autoria do Executivo estadual.

Antes da votação, as bancadas de oposição, do MDB e do PDT encaminharam aos demais parlamentares o voto contrário. Durante o anúncio, o deputado estadual Requião Filho (PDT) teve uma breve discussão com o presidente da Alep, deputado Alexandre Curi (PSD), sob a alegação de que a proposta pode enfraquecer o Legislativo.

Proposta vai para votação em segundo turno

Com a aprovação em primeiro turno, a proposta vai para uma votação em segundo turno, que confirma o estabelecimento de novos critérios de valores de custas judiciais. No segundo turno, emendas devem ser apresentadas para uma nova apreciação da Comissão de Constituição e Justiça e retorno ao plenário.

Ouça

Fonte: CBN/Johan Gaissler

0e7d2b1d9873484f99969745380e2d80_858x483

Dezembro: quais impactos do clima no campo?

A previsão climática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta variação nos volumes de chuva no Brasil em dezembro de 2025. Para grande parte da Região Sul, o órgão indica chuva abaixo da média, enquanto diferentes áreas das regiões Centro-Oeste, Norte, Nordeste e Sudeste devem registrar volumes acima do padrão histórico.

Na Região Norte, o Inmet prevê volumes de até 50 mm acima da média histórica no centro-sul e centro-norte do Amazonas, no centro-sul de Tocantins, na maior parte do Pará e em praticamente todo o Amapá. O instituto destaca que, no Tocantins e no Amapá, “são previstos volumes até 150 mm acima da média do período”. Em áreas do Acre, oeste do Amazonas e centro-sul do Pará, as chuvas devem ficar abaixo do esperado. Para as demais localidades, o prognóstico aponta volumes próximos da média de dezembro.

Na Região Nordeste, o instituto prevê chuva acima da média na Bahia e no Piauí. Para o restante da região, a projeção é de precipitação dentro da média histórica do mês. Segundo o Inmet, “chuva abaixo da média histórica é prevista apenas para áreas isoladas do norte do Maranhão”.

Na Região Centro-Oeste, o Inmet indica precipitação acima da média em quase todo o estado de Goiás, no oeste do Mato Grosso e no leste do Mato Grosso do Sul. A projeção aponta chuva abaixo da média no centro do Mato Grosso e no noroeste do Mato Grosso do Sul.

Para a Região Sudeste, a previsão aponta volumes acima da média em Minas Gerais, Rio de Janeiro e grande parte de São Paulo. O Inmet afirma ainda que, no Espírito Santo, a tendência é de chuvas próximas da média histórica do período.

Na Região Sul, a projeção indica acumulados abaixo da média histórica em praticamente todo o território. O Inmet prevê déficit de até 75 mm no oeste do Rio Grande do Sul e redução das chuvas na maior parte de Santa Catarina e no oeste do Paraná.

O instituto também projeta temperaturas acima da média em quase todo o país. Na Região Norte, o Inmet estima desvios positivos de até 1,5 °C, especialmente no sudeste do Pará, onde as temperaturas podem variar entre 25 °C e 32,5 °C. Em áreas como o Amapá, o oeste do Amazonas e o noroeste do Pará, os valores devem permanecer dentro da média ou ligeiramente abaixo.

Na Região Nordeste, as temperaturas devem ficar acima da média, com destaque para o sul do Piauí, onde o desvio pode alcançar 1 °C. Em áreas próximas ao litoral, os valores devem variar entre 25,0 °C e 27,0 °C. Em parte do Rio Grande do Norte, norte da Paraíba e norte do Piauí, o Inmet prevê temperaturas dentro da climatologia do mês.

Na Região Centro-Oeste, devem prevalecer temperaturas médias acima da climatologia, com maiores elevações no norte e leste do Mato Grosso, e no centro do Mato Grosso do Sul. Os desvios podem chegar a 1,5 °C nessas áreas.

Na Região Sudeste, as temperaturas médias podem superar 20 °C, com menores valores no leste de Minas Gerais e maiores elevações no oeste de São Paulo, norte de Minas e Espírito Santo, com desvios de até 1 °C.

Na Região Sul, o Inmet projeta temperaturas dentro da média no centro-oeste do Paraná, na faixa litorânea de Santa Catarina e no sul do Rio Grande do Sul. Nesse período, valores até 1 °C acima da média podem ocorrer no centro de Santa Catarina e em grande parte do Paraná.

Na Região Norte, o Inmet afirma que as temperaturas elevadas, combinadas com precipitações abaixo da média no sudoeste e nordeste do Pará, oeste e centro do Amazonas e oeste do Acre, podem aumentar o risco de déficit hídrico. Segundo o órgão, “a limitação de umidade no solo pode reduzir a taxa de frutificação, o tamanho e o peso dos frutos, além de comprometer a qualidade das amêndoas de cacau”. Já no centro-norte do Amapá, no extremo norte e sul do Amazonas, no Baixo Amazonas e no sudeste do Pará, o excedente de chuva tende a favorecer o desenvolvimento vegetativo e a reposição hídrica.

Na Região Nordeste, a previsão de chuva acima da média associada a temperaturas elevadas tende a favorecer cultivos em desenvolvimento no mês de dezembro, como feijão, milho e fruticultura irrigada. De acordo com o Inmet, “o aumento das chuvas deve assegurar adequado suprimento hídrico”, contribuindo para uniformidade dos grãos e redução de perdas por estresse térmico.

Na Região Centro-Oeste, a combinação de chuvas e temperaturas acima da média tende a favorecer o desenvolvimento de soja e milho da primeira safra, que avançam do estágio vegetativo para o florescimento nas áreas semeadas mais cedo. Porém, o instituto alerta que “em áreas com volume de chuvas abaixo da média, pode haver períodos curtos de restrição hídrica”, especialmente no norte de Mato Grosso e oeste do Mato Grosso do Sul. O Inmet acrescenta que o cenário pode intensificar a pressão de pragas e doenças foliares.

Na Região Sudeste, o instituto indica que a previsão de chuvas acima da média e temperaturas mais altas tende a favorecer a semeadura e o desenvolvimento inicial de cultivos de verão, como soja, milho e feijão, além de beneficiar culturas perenes como café e cana-de-açúcar devido à reposição de umidade no solo.

Na Região Sul, a previsão de chuvas abaixo da média, associada à elevação das temperaturas, favorece a fase final de desenvolvimento das culturas de inverno e as operações de colheita. O Inmet destaca que a menor umidade reduz a incidência de doenças fúngicas, enquanto as temperaturas mais altas aceleram a maturação dos cultivos de verão.

Fonte e Foto: Agrolink

WhatsApp Image 2025-11-26 at 21.57.47

Fórum CSM-PR 2025 fortalece e integra profissionais de produção, pesquisa e tecnologia

O Fórum Técnico da Comissão de Sementes e Mudas do Paraná (CSM-PR), o principal encontro do setor de sementes do estado, que começou na terça-feira (25) segue até esta quinta-feira (27). Realizado em Londrina, o primeiro dia de encontro reuniu diversas referências do setor, que durante o Painel 1 discutiram sobre O Negócio de Sementes – Panorama Atual e Perspectivas Futuras.

Participaram do painel a Dra. Sheila Bigolin, Sementes Oilema; Roberto Destro, Coamo; Paulo Pinto de Oliveira Filho, Coprossel; Verônica Bertagnolli, Sementes Butiá e Dr. Silmar Peske, Seed News.

Neste dia também teve o Momento MAPA, que abordou a Agenda Regulatória: Sistema Nacional de Sementes e Mudas, além de espaço aberto para visita aos estandes.

Organizado pela Associação Paranaense dos Produtores de Sementes e Mudas (Apasem), o Fórum segue até amanhã (27) com especialistas que vão debater aspectos legais e demandas recorrentes do segmento produtivo.

Na quarta-feira pela manhã aconteceram os painéis 2 com o tema Mentes que Lideram, ministrado por Raquel Mendes, da RM Consultoria; e Painel 3, que abordou Análise de Sementes “Precisão e confiabilidade no centro da qualidade”, com os profissionais – Caroline Caetano, Seedcare Syngenta; Dr. Ricardo Bagateli; Dr. José de Barros França Neto, Embrapa Soja; Juliana Veiga, Apasem; Dra. Sheila Bigolin, Sementes Oilema e Caroline Caetano, Seedcare Syngenta.

À tarde o Painel 4 traz as Novas RAS – Principais mudanças e impactos nos LAS, com Júlio Garcia – LASO/MG e Maria Selma – APSEMG. E o Painel 5, Beneficiamento e Armazenamento de Sementes com Dr. Jonas Farias Pinto, Academia da Semente; Ian Jepsen Ely – Oliver; e José Francisco Martins – JF Estratégia e Gestão em Sementes.

Quinta-feira (27)

8h30 às 10h – Painel 6

Patologia de Sementes

Dr. Carlos Utiamada – Pesquisador

Dra. Debora Rocha – Agromen Sementes

Dra. Norimar Denardin – Cebtecagro

Moderador: Dr. Fernando Henning – Embrapa Soja

10h às 11h – Coffee Break e Visita aos Estandes

11h às 12h – Momento Embrapa Soja

Dr. Alexandre Nepomuceno – Embrapa Soja

12h às 13h – Encerramento Oficial e Almoço

14h30 às 16h30 – Visita a Embrapa Soja

embrapa_26_11_2025

Embrapa e IDR-Paraná percorrem Paraná para difundir boas práticas na safra 2025/2026

O Giro Técnico da Soja no Paraná – Safra 2025/2026, iniciativa para promover as boas práticas de produção de soja, irá percorrer 14 municípios de diferentes regiões do Paraná, entre novembro e fevereiro. A ação, que teve início neste dia 27 de novembro, em Chopinzinho (PR), é promovida pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e pela Embrapa Soja, com o apoio do Sistema Faep/Senar-PR, UTFPR e outras instituições parceiras conforme a organização regional.

Os interessados podem procurar o escritório local ou regional do IDR-Paraná para saber detalhes da programação em: Chopinzinho, Nova Prata do Iguaçu, Palotina, Francisco Beltrão, Cascavel Bandeirantes, Bela Vista do Paraíso, Floraí, Itambé, Peabiru, Rio Bom, Guarapuava, União da Vitória e Rio Azul.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Soja André Prando, o objetivo do Giro Técnico é divulgar técnicas de manejo que aumentem a eficiência produtiva e fortaleçam a sustentabilidade da cultura da soja. “O esforço da Embrapa e do IDR-Paraná é para disseminar os resultados obtidos com a adoção de boas práticas relativas ao manejo integrado de pragas e doenças, inoculação e coinoculação em soja, entre outras temáticas. Também pretendemos aproximar pesquisadores, extensionistas, técnicos e produtores, fortalecendo assim o diálogo entre os resultados ciência e o campo”, explica Prando.

A expectativa é reunir de 60 a 80 participantes por local, o que pode ultrapassar 1000 participantes. O público previsto inclui produtores, lideranças regionais ligadas ao setor agropecuário, cooperativas, instituições públicas, além de extensionistas e técnicos.  A programação será conduzida de forma prática e objetiva, com duração aproximada de duas horas. As atividades poderão ocorrer diretamente em lavouras, no formato de estações temáticas, ou em ambientes cobertos, com palestras sequenciais.

Entre os temas abordados estão Manejo Integrado de Pragas (MIP-Soja), Manejo Integrado de Doenças (MID-Soja), manejo de solos com foco no Sistema Plantio Direto, e fixação biológica de nitrogênio e coinoculação. Os conteúdos poderão variar conforme as demandas e características de cada região. Com foco no avanço tecnológico e na produtividade responsável, o Giro Técnico da Soja reforça a importância da orientação técnica e do compartilhamento de conhecimento para o desenvolvimento do setor agrícola no Paraná.

Fonte: Assessoria de Imprensa Embrapa Soja Foto: Claudine Seixas

94c1c232c62c4eba882718100ab4c016_858x483

Nova geração de soja traz biotecnologia com controle ampliado de lagartas

O avanço da biotecnologia na agricultura brasileira acaba de ganhar um novo capítulo com o lançamento da Intacta 5+, tecnologia que oferece uma abordagem inédita para o manejo integrado de pragas e plantas daninhas na cultura da soja. Mais do que uma ferramenta de proteção, a nova solução se destaca por permitir estratégias customizadas de aplicação, baseadas na realidade de cada região e tipo de infestação.

Desenvolvida pela Bayer, a Intacta 5+ foi apresentada em evento técnico realizado no Centro de Inovação da empresa, em Paulínia (SP), e deve chegar aos campos comerciais a partir da safra 2027/28, condicionada à liberação regulatória dos principais países importadores. A proposta da biotecnologia é ampliar o controle, preservar a sustentabilidade dos sistemas produtivos e garantir maior longevidade ao uso dos ativos.

Em entrevista ao Agrolink, Gilmar Picoli, gerente de regulamentação e especialista em herbicidas, explica que a principal inovação da Intacta 5+ está na combinação de cinco tolerâncias a herbicidas: glifosato, glufosinato, dicamba, 2,4-D e mesotriona. “Com essa combinação, oferecemos ao agricultor muito mais flexibilidade, permitindo um manejo customizado, sob medida, racional e sustentável, aplicando cada produto de acordo com a necessidade específica da lavoura”, afirma.

Segundo Picoli, o diferencial não está apenas no número de moléculas, mas na possibilidade de associar diferentes mecanismos de ação, o que potencializa o controle e reduz o risco de resistência. Um exemplo claro é o capim-pé-de-galinha, uma das plantas daninhas mais resistentes e difíceis de manejar no país. “Hoje encontramos populações com resistência simples, cruzada e múltipla, incluindo glifosato. A Intacta 5+ permite montar um plano de controle mais robusto para essas situações”, detalha.

Além do avanço no controle de daninhas, a nova tecnologia entrega uma terceira geração de proteção contra insetos, com foco especial nas lagartas. A novidade inclui a incorporação de proteínas inéditas no mercado, como Cry1B.2 e Cry1A.2, desenvolvidas para ampliar o espectro de atuação e aumentar a durabilidade da biotecnologia.

“Essas proteínas atuam de forma precisa no sistema digestivo das lagartas, protegendo a planta desde os estágios iniciais. Elas foram desenhadas justamente para lidar com a crescente pressão de pragas e com a evolução da resistência”, explica Picoli. A tecnologia oferece proteção contra as principais lagartas da cultura da soja, incluindo três novas pragas emergentes: Spodoptera eridanea, Elasmopalpus lignosellus (conhecida como Elasmo) e Rachiplusia nu.

Essa proteção ampliada ganha ainda mais importância quando se observa a regionalização dos desafios. Espécies como a capa-urana, predominante no Sul, e a vassourinha-de-botão, recorrente no Cerrado, demandam estratégias distintas de manejo. “Com a Intacta 5+, o agricultor pode direcionar o controle de forma precisa, ajustando as aplicações conforme a pressão de cada espécie na sua área”, destaca o especialista.

Picoli também ressalta que a tecnologia foi pensada para acompanhar o ritmo acelerado de evolução dos desafios no campo. “Estamos lidando com uma agricultura cada vez mais complexa, que exige soluções que combinem eficiência, sustentabilidade e regionalização. A Intacta 5+ responde a essa necessidade ao permitir uma gestão integrada tanto de plantas daninhas quanto de lagartas, com alto nível de precisão”, reforça.

Outro ponto levantado por ele é a importância da racionalidade no uso dos herbicidas. “A ideia não é aplicar mais, e sim aplicar melhor. Com a possibilidade de usar cinco mecanismos de ação, o produtor pode rotacionar e associar moléculas conforme a pressão biológica de sua lavoura, evitando desperdícios e aumentando a efetividade de cada aplicação. Isso representa uma mudança de patamar no manejo sustentável”, afirma Picoli.

A inovação também está no processo de desenvolvimento. A Bayer aplicou a metodologia YieldBoost™, criada no Brasil, que acelera a integração entre biotecnologia e genética. Isso permitiu antecipar o lançamento da tecnologia e ampliar a base de testes em campo. Com ela, mais de 200 variedades adaptadas a diferentes regiões poderão estar disponíveis já nos primeiros anos de adoção.

Além do desenvolvimento técnico, a empresa reforça que o processo de adoção será feito com responsabilidade e diálogo com os produtores. Campos de teste seguem rigorosos protocolos de segurança ambiental e o treinamento de aplicadores será expandido. Desde a introdução da geração anterior (Intacta2 Xtend), mais de 240 mil profissionais já foram capacitados.

Para Picoli, a chegada da nova biotecnologia representa uma resposta concreta aos desafios enfrentados pelos produtores brasileiros no manejo integrado. “Estamos vivendo um cenário de resistência crescente, tanto de lagartas quanto de daninhas. A Intacta 5+ oferece ao produtor um conjunto de soluções que o ajuda a manter a eficiência do sistema, com mais segurança e sustentabilidade”, conclui.

Fonte: Agrolink Foto: Marcelo Ribeiro/Divulgação Bayer

44f2788f7003b120a64d223d436c24f2

Show Rural 2026 terá 11 km de ruas cobertas

A área que desde 1989 recebe o Show Rural Coopavel é uma espécie de canteiro de obras permanente. O evento que é sinônimo de inovação e superação, é também um ambiente marcado por constantes melhorias estruturais, tudo para receber bem e com o máximo conforto as centenas de milhares de pessoas que todos os anos se deslocam a Cascavel para conhecer tendências, novidades e lançamentos de empresas brasileiras e mundiais do agro.

Essa linha de atuação da direção do evento garante que o parque do Show Rural, uma área de 72 hectares a dez quilômetros do centro de Cascavel, esteja preparado para proporcionar a melhor experiência possível a quem busca, em um único lugar, o melhor em tecnologias para o campo. Além da ampliação das estruturas do Espaço Impulso, do pavilhão da agricultura familiar e da sede administrativa, outra obra garantida para a edição de 2026 é a ampliação de ruas cobertas.

Com os novos trechos em preparação, comenta o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, serão 11 quilômetros de cobertura em ruas pavimentadas pelo parque – são 15 quilômetros de vias no total. “O Show Rural foi o primeiro grande evento do agro brasileiro a despertar atenção para essa comodidade ao público visitante. A rua coberta protege do sol forte e também da chuva, permitindo que as pessoas visitem a mostra de tecnologia com qualquer condição climática. Desde o início, há 38 anos, jamais deixamos de investir em obras que possam garantir conforto e melhorar o resultado à visita de produtores rurais, técnicos, filhos e mulheres de agricultores ao evento”, comenta Dilvo.

Trechos e patrocinadores

Os novos trechos cobertos, para 2026, e seus respectivos patrocinadores são os seguintes: Extensão da avenida Show Rural, com o patrocinador Baldan; cobertura da rua E, com o patrocinador Corteva; cobertura da rua L, com o patrocinador Cresol; cobertura da rua P, patrocinador John Deere. E também há um novo patrocinador para as ruas C e D, já cobertas anteriormente, que é a Tecnomil.

O coordenador geral do Show Rural, Rogério Rizzardi, informa que com essa melhoria grande parte das ruas que ligam todo o interior da área estarão pavimentadas e cobertas. “Faltarão pouco mais de quatro mil metros lineares para concluirmos essa tarefa”, de acordo com ele. Com o tema A força que vem de dentro, o 38º Show Rural Coopavel vai ser realizado de 9 a 13 de fevereiro de 2026, em Cascavel, no Oeste do Paraná. O acesso ao parque e a utilização do estacionamento são gratuitos.

Fonte e Foto: Coopavel

ibge_26_11_2025

Prévia da inflação de novembro fica em 0,20%, com alta em despesas pessoais

A prévia da inflação de novembro foi de 0,20%, 0,02 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada em outubro (0,18%). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta quarta-feira (26/11) pelo IBGE, aponta que a maior variação e o maior impacto positivo vieram do grupo Despesas pessoais (0,85% e 0,09 p.p.). No ano, o IPCA-15 acumula alta de 4,15% e, nos últimos 12 meses, de 4,50%, abaixo dos 4,94% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em novembro de 2024, a taxa foi de 0,62%.

No grupo Despesas pessoais (0,85%), o resultado foi influenciado, principalmente, pelas altas na hospedagem (4,18%) e no pacote turístico (3,90%), com impactos de 0,03 p.p. e 0,02 p.p, respectivamente.

Saúde e cuidados pessoais (0,29%) e Transportes (0,22%) tiveram o segundo maior impacto no índice geral (0,04 p.p.). Em Saúde e cuidados pessoais (0,29%), o destaque foi o plano de saúde (0,50%), com impacto de 0,02 p.p.

Já no resultado do grupo dos Transportes (0,22%), o destaque foi para passagens aéreas, que subiram 11,87% e tiveram o maior impacto individual no índice do mês (0,08 p.p.). Por outro lado, os combustíveis tiveram queda (-0,46%). À exceção do gás veicular, que aumentou 0,20%, os demais apresentaram reduções nos preços: etanol (-0,54%), gasolina (-0,48%) e óleo diesel (-0,07%).

O grupo Alimentação e bebidas, de maior peso no índice, voltou a crescer (0,09%), após cinco meses de queda, ocupando o terceiro lugar em termos de impacto (0,02 p.p.). A alimentação no domicílio permanece no campo negativo, com queda de 0,15%, após recuar 0,10% no mês anterior. Contribuíram para esse resultado os recuos do leite longa vida (-3,29%), do arroz (-3,10%) e das frutas (-1,60%). No lado das altas, destacam-se a batata inglesa (11,47%), o óleo de soja (4,29%) e as carnes (0,68%).

A alimentação fora do domicílio (0,68%) acelerou em relação ao mês anterior (0,19%), em virtude das altas da refeição (de 0,06% em outubro para 0,56% em novembro) e do lanche (de 0,42% para 0,97%).

Já o grupo Habitação desacelerou de 0,16% para 0,09% na passagem de outubro para novembro. A principal contribuição negativa veio da energia elétrica residencial, que passou de -1,09% para -0,38%. Ressalta-se que, em novembro, está em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 1, adicionando R$ 4,46 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos. Entre os subitens com aumentos, destacam-se o condomínio (0,38%) e o aluguel residencial (0,37%).

Os outros grupos em alta foram: Vestuário, com variação de 0,19% e impacto de 0,01 p.p. e Educação (0,05% e 0,00 p.p.). Em queda, vieram os grupos Comunicação (-0,19% e -0,01 p.p.) e Artigos de residência (-0,20% e 0,00 p.p.).

Belém registra aumento de 155,24% nas hospedagens em novembro

Quanto aos índices regionais, dez das 11 áreas de abrangência tiveram alta em novembro. A maior variação foi observada em Belém (0,67%), por conta das altas da hospedagem (155,24%) e das passagens aéreas (25,32%). Já o menor resultado ocorreu em Belo Horizonte (-0,05%), que registrou queda nos preços da gasolina (-3,13%) e das frutas (-5,39%).

Mais sobre a pesquisa

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 14 de outubro a 13 de novembro de 2025 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 16 de setembro a 13 de outubro de 2025 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica. Veja os resultados completos no Sidra. A próxima divulgação do IPCA-15, referente a dezembro, será no dia 23 do mesmo mês.

Fonte: Agência IBGE de Notícias Foto: Viagem Paraná

WhatsApp Image 2025-11-24 at 14.16.34 (1)

Conhecimento técnico, troca de experiências e atualizações do mercado sementeiro

Técnico e científico, o Fórum fortalece e integra profissionais de produção, pesquisa e tecnologia, além de contribuir para o avanço do agronegócio paranaense e nacional

A cidade de Londrina, localizada no norte do Paraná, será sede do Fórum Técnico da Comissão de Sementes e Mudas do Paraná (CSM-PR), o principal encontro do setor de sementes do estado, que ocorrerá nos dias 25, 26 e 27 de novembro. O evento é organizado pela Associação Paranaense dos Produtores de Sementes e Mudas (Apasem) e reunirá especialistas para debater aspectos legais e demandas recorrentes do segmento produtivo.

A CSM-PR atua também como um órgão consultivo, e os temas discutidos durante o Fórum serão levados à apreciação em assembleia. A depender da natureza da demanda, poderão ser encaminhados ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

De acordo com o diretor-executivo da Apasem e presidente da CSM-PR, Jhony Möller, o encontro também promoverá debates sobre qualidade, produção e controle de qualidade do setor sementeiro. “Todas as demandas do mercado, das empresas e dos laboratórios serão discutidas e analisadas. Dependendo da necessidade, poderão avançar para outras instâncias, contribuindo para o estabelecimento de novas normas, critérios e padrões”, ressalta.

Edição 2025

A edição deste ano reunirá cerca de 21 especialistas, representando os principais elos da cadeia sementeira. Ao longo de três dias, eles irão participar e conduzir seis painéis com os seguintes temas: O negócio de sementes – panorama atual e perspectivas futuras; Mentes que lideram; Análise de sementes: precisão e confiabilidade no centro da qualidade; Novas RAS – principais mudanças e impactos nos laboratórios de análise de sementes (LAS); Beneficiamento e armazenamento de sementes e Patologia de sementes.

O Painel 6, sobre Patologia de Sementes, será moderado pelo engenheiro agrônomo, pesquisador da Embrapa Soja e vice-presidente da CSM-PR, Fernando Henning. Segundo ele, a sanidade das sementes tem se tornado cada vez mais decisiva na tomada de decisão das empresas produtoras de sementes. “A análise sanitária, aliada à qualidade fisiológica, oferece um verdadeiro raio X da semente e auxilia na escolha do tratamento mais adequado. Discutir esse tema é essencial para entender o nível de qualidade das sementes produzidas no Paraná”, afirma.

Ainda de acordo com ele, a atuação se dá de duas maneiras: “na questão do tratamento de sementes de forma mais eficiente e eficaz, e também tendo um levantamento geral do que vem ocorrendo em termos de condições pré-colheita, na condição de armazenagem, para atuar diretamente em potenciais fragilidades do sistema de produção do nosso estado. Então, a temática desse painel vai proporcionar toda essa riqueza de discussões e que vai contribuir com certeza para a produção paranaense de sementes”.

Público e Relevância

Com a participação estimada de 300 profissionais, o evento reunirá lideranças e tomadores de decisão do setor, proporcionando um ambiente estratégico para networking, apresentação de cases e discussão das principais tendências e desafios da área.

O gerente-executivo da Fundação Meridional, Ralf Udo Dengler, destaca a relevância do encontro: “O Fórum é uma das iniciativas mais tradicionais do setor sementeiro no Brasil e na América Latina. É uma oportunidade única para que Responsáveis Técnicos (RTs) da produção e da análise de sementes dialoguem diretamente com representantes do MAPA e de órgãos estaduais de fiscalização”. Ele ainda reforça que o evento permite a troca de experiências sobre desafios enfrentados a cada safra e impulsiona a busca por inovação. “A participação é indispensável para quem atua na área”, afirma.

Para o diretor da Agrotis, Manfred Leoni Schmid, o encontro se destaca por reunir todo o ecossistema da produção de sementes. “Teremos em um mesmo ambiente empresas, cooperativas, responsáveis técnicos, laboratórios, fornecedores, pesquisadores, auditores fiscais e obtentores, discutindo desafios técnicos, legais e tendências do setor”, ressalta. Schmid também antecipa que a Agrotis apresentará, nesta edição, uma novidade inédita: “Uma solução de Inteligência Artificial que realiza contagem de plântulas para otimizar análises de canteiro e vigor, integrando a tecnologia aos softwares de gestão de produção”.