set194537

Agronegócio é destaque em fusões e aquisições

Depois de atingir números recordes em 2021, as operações de fusão e aquisição de empresas brasileiras caíram 12% no ano passado, totalizando em todo o país,1728 negócios de 43 setores da economia.

No Paraná, a queda no número de fusões e aquisições de empresas foi de 52%, com o registro de 60 transações, de acordo com dados da pesquisa realizada pela consultoria KPMG.

Agora, quando analisamos por setor, entre os destaques está o agronegócio, com 117 operações de fusões e aquisições ao longo do ano passado. Esse resultado é mais que o dobro das transações contabilizadas em 2021 e o triplo das anunciadas em 2020.

Na avaliação da sócia de agronegócio da KPMG no Brasil, Giovana Araújo, esse desempenho indica que a atividade de fusões e aquisições no setor continuou aquecida nos últimos três anos, porém ainda está muito aquém do seu potencial. E aí vale ressaltar que, conceitualmente, o agronegócio integra uma cadeia de valor que gira em torno da produção agropecuária e de insumos, que vai além das atividades ‘depois da porteira’, que são a agroindústria e o agrosserviço.

Aliás, o levantamento mostrou que o grande destaque da atividade de fusões e aquisições no setor do agronegócio ficou com as empresas do elo de agrosserviços, responsáveis por 76% das transações. Desse montante, cerca de 80% dos negócios envolveram empresas de tecnologias. Isso comprova um indicador do crescente apetite por soluções tecnológicas e de inovação, além de novos modelos de negócios.

Os negócios envolvendo fusões e aquisições tiveram mais a predominância de empresas brasileiras ou estrangeiras?

A pesquisa apontou a predominância das chamadas transações domésticas, ou seja, realizadas por empresas brasileiras e em território nacional. Das 117 negociações do agronegócio contabilizadas em 2022, 75% envolveram empresas de capital brasileiro adquirindo, também de brasileiros, capital de companhias estabelecidas no Brasil. Outros 24% foram de empresas estrangeiras que compraram de brasileiros, capital de empresas estabelecidas no Brasil. E somente 1% foi de empresa brasileira que adquiriu de estrangeiros, capital de empresa estabelecida no exterior.

Para este ano, embora ainda haja muita indefinição em relação ao comportamento da economia, a expectativa é positiva em relação aos negócios envolvendo a fusão e aquisição de empresas.

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Fonte: Band News Foto: Shutterstock

set194670

Receita Federal anuncia mudanças para o Imposto de Renda 2023; entrega começa no dia 15 de março

A Receita Federal anunciou, na segunda-feira (27) mudanças para o Imposto de Renda 2023. No Paraná são mais de 2 milhões de paranaenses aptos. A entrega começa no dia 15 de março e vai até 31 de maio. Devem declarar quem teve renda tributável maior que R$ 28.559,70 em 2022.

Dentre as mudanças, o contribuinte que informar no formulário pré-preenchido que deseja receber a restituição por Pix terá prioridade na Receita Federal.

A Receita Federal também deve priorizar o recebimento para: idosos com idade igual ou superior aos 80 anos; idosos com idade igual ou superior a 60 anos, deficientes e portadores de moléstia grave; contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério.
Contribuinte poderá autorizar outro CPF para fazer a declaração, usando dados pré-preenchidos. Há necessidade de ter conta gov.br com nível outro ou prata.

Além disso é obrigatória a declaração para pessoas que receberam rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40 mil e também para quem obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos sujeitos à incidência do imposto, como explica o auditor-fiscal José Carlos da Fonseca, responsável pelo programa do Imposto de Renda 2023.

Está insento de declaração se a soma da venda de ações foi menor que R$ 20 mil. Em 2022, foram 2.377.623 declarações entregues no Paraná.

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Fonte: CBN Foto: Divulgação

set194789

Campanha orientará produtores para evitar a cigarrinha-do-milho

Uma campanha lançada nesta segunda-feira (27) vai orientar produtores rurais sobre práticas no manejo de lavoura para impedir a proliferação da cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis), preocupação crescente no campo. O inseto é vetor de doenças que podem reduzir em mais de 70% a produção de grãos em cultivares suscetíveis.

A iniciativa “Paraná contra a cigarrinha-do-milho” é uma parceria entre o Sistema Ocepar, Sistema Faep/Senar-PR, Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), por meio do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná Iapar-Emater (IDR-Paraná) e a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Diversas peças educativas produzidas com apoio da cooperativa Cocamar serão divulgadas em redes sociais, e-mail e aplicativos de mensagens, com informações práticas que ajudem a mitigar os efeitos da cigarrinha-do-milho.

Cooperativas e entidades também vão desenvolver ações junto aos produtores e cooperados. A campanha reforça pontos de prevenção e manejo como a eliminação do milho voluntário (tiguera); o uso de híbridos de maior tolerância; e o controle de qualidade da colheita.
Neste ano, a Adapar já reuniu técnicos para discutir o tema e tem uma agenda de atividades para contribuir com a campanha, especialmente com orientações sobre o milho tiguera e medidas de controle.

O IDR-Paraná mantém um trabalho de monitoramento e de pesquisa sobre os efeitos da cigarrinha-do-milho no Estado. Desde 2022, o Instituto avalia a suscetibilidade dos híbridos mais cultivados no Paraná, trabalho conduzido em parceria com a Embrapa Milho e Sorgo e as cooperativas Coamo, Cocamar, Copacol e Integrada. Os experimentos serão repetidos e resultados mais robustos deverão ser publicados neste ano.

Para 2023 está previsto o início de novos estudos por intermédio da Rede AgroPesquisa (Rede Paranaense de Agropesquisa e Formação Aplicada), com foco no entendimento da cigarrinha e na avaliação da tolerância das cultivares à praga.

Ciclo e controle

Não há controle curativo para as doenças do complexo de enfezamento. Por isso, é fundamental escolher cultivares tolerantes à cigarrinha, usar sementes tratadas e adotar ações preventivas culturais integradas com aplicações de inseticidas químicos e biológicos.
A cigarrinha se contamina ao sugar a seiva de plantas infectadas e transmite as bactérias e o vírus quando migra para se alimentar novamente em lavouras sadias. O inseto voa em um raio de 30 quilômetros, mas também é transportado por correntes de ar e pode alcançar distâncias maiores.

Os sintomas são manchas vermelhas ou amarelas nas bordas das folhas ou em formato de riscas e desenvolvimento reduzido da lavoura. Eles aparecem na fase de pendoamento e formação de grãos. Mas o produtor deve estar atento, porque a contaminação ocorre muito antes, até cerca de 35 dias após a emergência das plantas.

Os especialistas denominam a moléstia de “complexo do enfezamento” porque seu ciclo envolve um inseto, a cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis), as bactérias fitoplasma (Candidatus Phytoplasma asteris) e espiroplasma (Spiroplasma kunkelii), também conhecidas como molicutes, e, ainda, o chamado vírus da risca (Maize Rayado Fino Virus).

Cartilha

A cartilha “Manejo da cigarrinha e enfezamentos na cultura do milho” traz orientações práticas que ajudam agricultores a identificar e controlar o inseto. A publicação também tem fotos que demonstram os sintomas causados pelas doenças transmitidas pela cigarrinha.

Fonte: AEN Foto: Jaelson Lucas / AEN

set19488

Adapar divulga plano de ação para monitorar planta daninha exótica

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) elaborou um Plano de Ação com o objetivo de especificar as atividades e prazos de implementação para o monitoramento do Amaranthus palmeri, planta daninha exótica de caruru, de crescimento rápido e extremamente agressiva. O trabalho prevê a união de esforços com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Embrapa Soja.

Não há registro da praga em solo paranaense, mas já foi observada em plantações de vários municípios de Mato Grosso, desde 2015, e, mais recentemente, em Aral Moreira e Naviraí, no Mato Grosso do Sul, o último próximo à divisa com o Paraná. Relatos indicam que uma planta pode produzir de 100 mil a 1 milhão de sementes. Portanto, com alto potencial de disseminação nos campos de produção agrícola.

“Trata-se de uma espécie com grande capacidade competitiva, que pode levar a perdas significativas de produtividade”, afirma o coordenador do Programa de Prevenção e Controle de Pragas em Cultivos Agrícolas e Florestais da Adapar, Marcílio Martins Araújo. Nas áreas com ocorrência, pode reduzir a produtividade de soja, milho e algodão em valores de 80% a 90%.

Segundo ele, a A. palmeri tem a capacidade de cruzar com outras espécies do gênero Amaranthus, transferindo genes de resistência a herbicidas. “O controle ineficiente pode até mesmo inviabilizar a colheita, aumentando o uso de herbicidas e os custos de produção, com potencial de causar grandes prejuízos para a agricultura paranaense”, alerta.

Metas

Informações constantes do Documento 384 – Caracterização e manejo de Amaranthus palmeri, da Embrapa Soja, apontam que as sementes de A. palmeri podem ser disseminadas, principalmente, por quedas naturais, canais de irrigação, máquinas e equipamentos agrícolas, compostos para adubação e esterco animal, além de pássaros e mamíferos.

As aves podem consumir proporcionalmente grandes quantidades de sementes dessa espécie e apresentam alto potencial para sua disseminação. Já foi registrada dispersão de caruru-palmeri por pombinhas (rolinhas) a mais de 200 quilômetros de distância. Ainda segundo o documento, as sementes não possuem estruturas de adaptação específica à dispersão pelo vento.

O Plano de Ação da Adapar visa reduzir as chances de a praga se desenvolver no Estado e, no caso de ocorrência, ter pré-definido todos os passos do monitoramento e erradicação. Estão previstas diversas metas, entre as quais capacitação de servidores para atuar no monitoramento, realização de análises para definir rotas e áreas com maior risco de introdução da praga no Estado, realização de levantamento de detecção, emissão de alerta aos Postos de Fiscalização do Trânsito Agropecuário para reforçar o controle do trânsito de máquinas e implementos agrícolas, além de capacitação de profissionais da assistência técnica sobre os riscos e ameaças relacionados à A. palmeri.

“É preciso destacar que os produtores rurais também têm papel fundamental nos trabalhos de prevenção da praga”, salienta Juliano Farinazzio Galhardo, coordenador de Sanidade Vegetal na Adapar. “As máquinas e implementos agrícolas devem passar por limpeza completa, sem apresentar solo ou restos de cultura aderidos, para que possam ser transportados de uma propriedade para outra, reduzindo assim o risco de disseminação da praga”.

Comunicação

Além disso, o produtor deve realizar monitoramento na propriedade e, em caso de suspeita de ocorrência de carurus de difícil controle e com disseminação nos campos agrícolas, comunicar imediatamente a Adapar, para que possam ser adotadas as medidas de contenção, supressão ou erradicação do foco, conforme o caso.
O Documento 384, da Embrapa Soja, fornece dados que possibilitam a identificação da praga. “Quanto mais rápida a detecção, menor será a disseminação para outras áreas”, reforça Galhardo. Os casos de suspeita devem ser comunicados por meio do portal da Adapar na Internet, no banner Notificação de Ocorrência Fitossanitária, ou na Unidade Regional de Sanidade Agropecuária (URS), da Adapar, mais próxima do estabelecimento rural.

Fonte e Foto: AEN/Adapar

set194281

Exportações de milho atingem recorde de 6,17 milhões de toneladas, aponta Boletim Logístico da Conab

As vendas internacionais de milho em janeiro deste ano atingiram o recorde de 6,17 milhões de toneladas, um volume 126% maior do que o mesmo período do ano passado, quando o país exportou 2,73 milhões do cereal. A maior movimentação alcançada no mês de janeiro até então tinha sido registrada em 2016, quando o país enviou 4,4 milhões de toneladas para o mercado mundial. As análises constam na edição de fevereiro do Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado na última sexta-feira (17).

De acordo com o estudo, a firme demanda teve como principal origem os importadores da China, que abriram seus mercados para o cereal brasileiro no final de 2022, sendo destino de aproximadamente 1,16 milhão de toneladas do milho nacional no ano passado, com a maior parte embarcada em dezembro de 2022, representando 18% do total exportado no último mês do exercício passado. Esse desempenho ocorreu também em virtude da boa safra de inverno no país, que ampliou a disponibilidade do cereal para embarque.

Por outro lado, o gráfico de evolução das exportações aponta que os embarques de soja atingiram apenas 840 mil toneladas no início deste ano, contra 2,45 milhões em igual período de 2022, representando uma queda de 66%. Segundo o boletim, isso seria o reflexo do menor ritmo observado na comercialização interna desde a temporada anterior, além das quebras ocorridas nas safras sul-americanas em 2022/2023 e a manutenção da forte demanda internacional, que provocaram redução nos estoques mundiais da oleaginosa e deram suporte para a continuidade de alta nas cotações.

“A crescente produção agropecuária e o aumento na geração de excedentes exportáveis pelo Brasil revelam cada vez mais a necessidade de prioridade absoluta para a questão da infraestrutura nacional”, avalia o superintendente de Logística Operacional da Conab, Thomé Guth. “É necessário um olhar mais atento para a solução dos desembaraços que reduzam a burocracia e estimulem a diversificação dos investimentos – sejam públicos ou privados – em segmentos como armazéns, rodovias, ferrovias e, especialmente, nos portos, onde os esforços deveriam priorizar o aumento de desempenho daqueles situados no Arco Norte, com uma matriz que avança a cada ano para o centro do país. Isso sem desconsiderar as instalações tradicionais localizados no Sul do país, que também necessitam de ações sistematizadas, relacionadas à administração dos problemas de dragagens no curto prazo e promoção da competitividade entre os produtos, permitindo a redução dos custos logísticos em toda a cadeia que reflita no aumento da competição entre os usuários”.

Frete

As análises do Boletim Logístico mostram que no estado de Mato Grosso os preços dos fretes rodoviários permaneceram estáveis durante o período de entressafra. No entanto, a partir de dezembro de 2022, começaram a apresentar reações devido ao início da colheita da soja e das entregas de insumos para o plantio do milho e algodão, principalmente fertilizantes e sementes. Durante o mês, os preços foram reajustados com expressividade. No estado de Mato Grosso do Sul, os preços observados nas diversas rotas acompanhadas também registraram elevação neste mês. Segundo relatos dos agentes transportadores, as movimentações de milho e farelo em rotas domésticas tiveram incrementos acentuados em relação aos quantitativos tradicionalmente transportados.

Em Goiás, as principais demandas por fretes concentraram-se no entorno da região de Rio Verde, que tiveram como destino os portos de Santos-SP e Guarujá-SP, e ainda terminais de Uberaba-MG. Já no Distrito Federal, os preços praticados em janeiro começam a mostrar sinais de recuperação depois de um longo período de depreciação, impulsionados, principalmente, pela alta no valor do diesel, além da expectativa de intensificação da colheita de soja prevista para os próximos 20 dias e do início da realização de contratos pelas transportadoras.

No estado do Paraná, milho e soja foram responsáveis pelos aumentos observados nos valores dos fretes no estado. As duas culturas apresentam situações parecidas: com a chegada da safra 2022/23, há necessidade de se esvaziar os armazéns que ainda apresentam estoques do ciclo 2021/22 para comercializar. No caso da Bahia, os fretes em janeiro de 2023 apresentaram tendências de aumento, face à forte demanda de cargas transportadas, notadamente no extremo oeste baiano, onde os registros foram mais frequentes, atribuídos ao início da colheita de grãos.

As análises mostram ainda que, em Minas Gerais, o mercado de fretes apresentou números expressivos nas diversas rotas acompanhadas pela Conab. A situação se agravou pelo excesso de chuvas, com a ocorrência de atoleiros nas estradas vicinais e a morosidade nas cargas/descargas nos armazéns, que contribuíram para o aperto do quadro operacional. Já no Piauí, as operações de frete praticamente seguiram como o ocorrido nos meses anteriores, com as empresas relatando pequeno aumento na procura devido à finalização do plantio de soja e milho, e pela retomada das operações de comercialização de grãos. Por fim, as análises em Tocantins mostram que em janeiro de 2023 os valores dos fretes permaneceram estáveis em relação ao mês anterior, mas que o cenário tende a mudar em fevereiro com o início da colheita de soja e retirada da produção do campo, com destino aos armazéns e ao processamento.

O Boletim Logístico da Conab é um periódico mensal que contém dados coletados nos estados da Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Piauí e Tocantins, e no Distrito Federal. O estudo mostra aspectos logísticos do setor agropecuário, posição das exportações dos produtos agrícolas de expressão no Brasil, análise do fluxo de movimentação de cargas e levantamento das principais rotas utilizadas para escoamento da safra. Confira a análise completa do Boletim Logístico – Fevereiro/2023, disponível no site da Companhia.

Fonte: Conab Foto: Divulgação

set194363

Mercado de soja deve manter ritmo lento e preços sob pressão

O mercado brasileiro de soja deve iniciar a sessão com preços sob pressão e com poucos negócios. Chicago se mantém no território negativo, realizando lucros. O dólar comercial iniciou o dia em baixa. O cenário não motiva os produtores, que seguem centrados nas lavouras.

O mercado teve mais um dia parado na volta do feriado de Carnaval. Os preços oscilaram de estáveis a mais baixos. Mesmo com o patamar elevado de Chicago, os prêmios mais baixos puxaram as cotações internas. O dólar teve pouco impacto no movimento.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 171,00. Na região das Missões, a cotação estabilizou em R$ 170,00. No Porto de Rio Grande, o preço permaneceu em R$ 177,00.

Em Cascavel, no Paraná, o preço se manteve em R$ 167,00. No porto de Paranaguá (PR), a saca ficou inalterada em R$ 173,00.
Em Rondonópolis (MT), a saca caiu de R$ 159,00 para R$ 154,00. Em Dourados (MS), a cotação recuou de R$ 156,00 para R$ 155,00. Em Rio Verde (GO), a saca seguiu em R$ 152,00.

Chicago

* Os contratos da soja com vencimento em março operam com baixa de 0,29% a US$ 15,35 por bushel.

* Traders esperam o resultado do Fórum Anual do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que inicia hoje e divulga as primeiras estimativas para a área e safra de soja do país em 2023. O evento vai até amanhã.

Prêmios

* Os prêmios da soja recuaram nos portos brasileiros no início de semana. A queda reflete a expectativa de melhora na comercialização doméstica, com o avanço da colheita.

* Os prêmios de exportação da soja estavam em -20 a -10 sobre Chicago no final da quarta no Porto de Paranaguá, para fevereiro. Para março, o prêmio era de -10 a -4. Para abril de 2023, o prêmio estava em -5 a zero pontos, conforme dados de SAFRAS & Mercado.

* O preço FOB (flat price) para março ficou entre US$ 560,20 e US$ 562,50 a tonelada na quarta-feira. No dia anterior, a cotação oscilou entre R$ 557,10 e R$ 559,30.

Câmbio

* O dólar comercial opera com baixa de 0,42%, cotado a R$ 5,146.

Indicadores

* As principais bolsas da Ásia fecharam em baixa. Xangai, -0,11%; Tóquio, feriado.

* As principais bolsas na Europa operam mistas. Paris, +0,79%; Frankfurt, +0,52%; Londres, -0,36%.

* O petróleo registra ganhos. O WTI para março sobe 1,02% para R$ 74,72 o barril.

Agenda

– Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral, na parte da manhã.

– EUA: A segunda leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre será publicada às 10h30 pelo Departamento do Comércio.

– EUA: A posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada será publicada às 13h pelo Departamento de Energia (DoE).

– O Ministério do Desenvolvimento, da Indústria, Comércio e Serviços divulga dados parciais da balança comercial de fevereiro, às 15h.

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.

– Dados das lavouras no Rio Grande do Sul – Emater, na parte da tarde.

– Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, na parte da tarde.

– Resultado financeiro do Minerva.

—–Sexta-feira (24/02)

– Japão: A leitura do índice de preços ao consumidor de janeiro será publicada na noite anterior pelo departamento de estatísticas.

– Alemanha: A leitura revisada do Produto Interno Bruto (PIB) de quarto trimestre de 2022 será publicada às 4h pelo Destatis.

– O IBGE divulga, às 9h, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de fevereiro.

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 10h30.

– O Imea divulga relatório sobre a evolução das lavouras no Mato Grosso.

Fonte: Agência SAFRAS Foto: Divulgação

set194462

Segundo maior produtor de soja, Paraná responde por 14% da safra brasileira

O Paraná é o segundo maior produtor de soja no País, com previsão de colher 20,7 milhões de toneladas na atual safra. Isso representa 14% da produção nacional que, por sua vez, responde por quase 40% do que é produzido da oleaginosa no mundo.

A análise faz parte do Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 10 a 16 de fevereiro. O documento é preparado pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

A expectativa para a atual safra é que sejam produzidos 383 milhões de toneladas de soja no mundo. Como principal produtor, o Brasil deve contribuir com 152,8 milhões de toneladas. Os Estados Unidos ocupam a segunda colocação, com 116 milhões de toneladas, seguidos da Argentina, com 40 milhões de toneladas. Os três países são responsáveis por mais de 80% da oleaginosa produzida no mundo.

Além de liderar a corrida produtiva, o Brasil é também o maior exportador. Para este ano, o volume do produto enviado ao exterior deve ultrapassar 90 milhões de toneladas.

A produção paranaense, projetada até agora em 20,7 milhões de toneladas, já começou a ser colhida. Nesta semana, houve um avanço nos trabalhos. Estima-se que aproximadamente 7% da área de 5,7 milhões de hectares já foi colhida, o que equivale a 287 mil hectares.

Milho e Soja

Na última semana, mais de 210 mil hectares de terras foram semeados com milho no Paraná. Isso representa 12% dos 2,6 milhões de hectares esperados. As condições de campo até agora são favoráveis, o que deve ajudar na evolução do plantio.

O boletim registra ainda que, prestes a completar um ano, a guerra na Ucrânia tem provocado grande volatilidade nos preços internacionais do trigo. Tanto a produção na região do conflito quanto os desdobramentos dos acordos de exportação de grãos devem continuar a impactar os preços em 2023.

Feijão e Hortícolas

A colheita da primeira safra de feijão alcançou cerca de 86%. As condições climáticas estão favorecendo o trabalho e o produto obtido é de excelente qualidade, ainda que as lavouras implantadas no início da safra não tenham a produtividade desejada.

O documento produzido no Deral apresenta, ainda, análise sobre a movimentação financeira de cinco produtos nas Centrais de Abastecimento do Estado do Paraná (Ceasa/PR) durante 2022: cebola, laranja, manga, alho nacional e abacaxi. Juntos, representam 18,4% dos volumes comercializados e 16,6% do equivalente monetário naquele ano.

Aves e Bovinocultura

Os primeiros resultados da pesquisa trimestral de abate de animais, realizada pelo IBGE, mostra que foram abatidas 1,56 bilhão de cabeças de frangos no Brasil no quarto trimestre de 2022, aumento de 2,1% em relação ao trimestre equivalente de 2021.

Sobre a bovinocultura de corte, o registro é de que, no Paraná, o valor médio de negociação da arroba está em torno de R$ 269,85, valor que tem mostrado estável, ainda que abaixo do registrado há um ano, quando a arroba estava cotada a R$ 313,00.

Mel e ovos

Em 2022, as empresas nacionais exportaram 36.886 toneladas de mel in natura, com faturamento de US$ 137,9 milhões. O Paraná é o quarto colocado, com 4.466 toneladas e faturamento de US$ 16,7 milhões. As informações divulgadas no Agrostat Brasil, em relação à exportação do produto, são analisadas no Boletim de Conjuntura Agropecuária.

Os dados preliminares da Estatística da Produção Pecuária, do IBGE, apontam que a produção de ovos de galinha ultrapassou 1 bilhão de dúzias no quarto trimestre de 2022, um aumento de 3,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Fonte: AEN Foto: Gilson Abreu/AEN