set207852

Feijão: perspectivas positivas, mas com desafios pontuais

Em uma nova atualização sobre o andamento da safra de feijão, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) apresenta um panorama variado para o Brasil. Com chuvas recorrentes em alguns estados, enquanto outros enfrentam restrições hídricas e doenças nas plantações, os resultados estão a caminho de um balanço satisfatório, embora existam desafios.

No Paraná, as lavouras tardias têm se beneficiado de chuvas recentes que estão fornecendo umidade para o enchimento dos grãos, um estágio crítico no desenvolvimento da safra.

Em Minas Gerais, o progresso tem sido notavelmente positivo. A área colhida até agora alcançou 76%, com um rendimento satisfatório relatado. O tamanho e o peso dos grãos estão apresentando bons resultados, um indicativo promissor para a qualidade final da safra. Entretanto, algumas lavouras tardias na região têm enfrentado desafios, com restrição hídrica e incidência de antracnose, uma doença de plantas que pode afetar a produtividade. Apesar dessas adversidades, as chuvas esparsas ocorridas não afetaram a colheita nem a qualidade do produto final.

No Rio Grande do Sul, a situação é mais complexa. As chuvas intensas na região inviabilizaram o término da colheita, apresentando perdas pontuais na qualidade dos grãos devido ao excesso de umidade na pré-colheita.

Em Santa Catarina, apesar da ocorrência de chuvas, a colheita avançou significativamente. É um sinal positivo para os agricultores do estado, que estão conseguindo avançar com o trabalho apesar das condições climáticas desafiadoras.

Ainda é cedo para ter uma visão definitiva do resultado da safra de feijão este ano. Os produtores continuam trabalhando arduamente para colher o máximo possível e manter a qualidade dos grãos. Com um pouco de sorte e clima favorável, há esperança de que a safra deste ano seja positiva.

Fonte: Agrolink com informações obtidas no boletim de Progresso de Safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) Foto: Divulgação

set207972

DNIT diz que está perto de terminar obras em mais uma faixa da BR-277, no KM 33

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), nesta terça-feira (20), anunciou que os trabalhos de reconstrução do pavimento no quilômetro 33 da BR-277 continuam e agora para o término e conclusão de mais uma pista sentido litoral, estão sendo realizados serviços de drenagem, segurança viária e sinalização. No dia 10 de junho, o DNIT anunciou a liberação de uma faixa sentido litoral e afirmou que a outra ficaria por mais alguns dias interditada. Ainda não há prazo para a liberação de uma nova pista.

O trecho do KM 33 sofreu um afundamento de pista após as fortes chuvas registradas no ano passado e no início de 2023. O desbarrancamento de parte da encosta prejudicou a estabilidade e segurança do pavimento. A empresa que realiza as obras emergenciais venceu a licitação por R$ 3,5 milhões. De acordo com o DNIT, será instalada mais de 1,5 tonelada de armações de aço, mais de 1 km de novos drenos e cerca de 6 mil m³ de pedras.

Fonte e Foto: CBN

set208067

Anec reduz estimativas de embarques de soja, milho e farelo em junho

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) fez novo ajuste em sua estimativa de exportação brasileira de soja em junho, de 12,7 milhões a 14,7 milhões de toneladas previstas na semana passada para uma faixa de 13,5 milhões a 14,3 milhões de toneladas. “O line-up para a soja prevê 14,3 milhões de toneladas. Contudo, é importante observar que a Anec considera a possibilidade de menor embarque de cargas, levando a um número entre 13,5 milhões e 14,3 milhões de toneladas”, explicou a entidade em nota.

Para o farelo de soja, a associação reduziu sua estimativa de exportações neste mês para 2,372 milhões de toneladas, ante 2,4 milhões de toneladas projetadas na semana passada. Com relação ao milho, a entidade revisou sua previsão para 1,4 milhão de toneladas, abaixo do volume de 1,5 milhão de toneladas esperado há uma semana. No que se refere ao trigo, a Anec manteve sua estimativa de embarques em 58 mil toneladas.

Na semana de 11 a 17 de junho, saíram pelos portos brasileiros 2,699 milhões de toneladas de soja, 326.808 toneladas de farelo de soja, 74.009 toneladas de milho e 33.000 toneladas de trigo. Para a semana de 18 a 24 de junho, a Anec projeta embarques de 3,159 milhões de toneladas de soja, 659.812 toneladas de farelo de soja, 519.177 toneladas de milho e 25.000 toneladas de trigo.

Fonte: Estadão Conteúdo Foto: Divulgação

set208148

Colheita da soja 2022/23 está concluída, diz Conab

A colheita da safra brasileira de soja 2022/23 atingiu toda a área plantada estimada no país até o último sábado (17), avanço de 0,1 ponto porcentual na comparação com os 99,9% reportados na semana anterior.

Os dados são de levantamento semanal de progresso de safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A entidade estima que o país deve produzir 155,7 milhões de toneladas do grão. A área plantada foi indicada em 44 milhões de hectares e a produtividade média está projetada em 3.537 kg/ha (58,9 sacas).

Milho primeira e segunda safras

Quanto ao milho, 87,1% da área plantada da primeira safra 2022/23 (verão) foi colhida, avanço semanal de 2,1 pontos porcentuais. Há atraso na comparação anual ante os 90,8% colhidos em igual período da temporada 2021/22.

Assim, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Santa Catarina já concluíram a colheita do grão, enquanto o Piauí está atrás nos trabalhos de campo, com 50% da área colhida.

Em relação à segunda safra de milho 2022/23, chamada de safrinha, a Conab informou que a colheita atingiu 5,3% no país na última semana, avanço de 3,6 pontos porcentuais ante o registrado até 10 de junho.

Há atraso ante a temporada anterior, quando 11,1% das lavouras estavam colhidas. O estado de Mato Grosso é o mais adiantado, com 10,9% dos trabalhos.

O plantio de trigo da safra 2023 avançou 13,1 pontos porcentuais na semana, alcançando 60% da área estimada no país. A semeadura do cereal está acima do nível registrado em igual período da safra anterior, quando 55,4% da safra havia sido plantada.
Goiás, Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Mato Grosso já concluíram o plantio. Em Santa Catarina o cultivo está atrasado, com registro de semeadura de apenas 7% da área.

Quanto à safra 2022/23 do arroz, toda a área plantada já foi colhida, avanço de 0,2 ponto porcentual ante a semana anterior. Em igual período da temporada passada a colheita também já havia se encerrado. A Conab informou também que o país concluiu a colheita da primeira safra de feijão 2022/23.

Já a colheita de algodão 2022/23 avançou 2,2 pontos porcentuais na semana, alcançando 3,1% da área total no último sábado – abaixo do 4,2% registrado em igual período da temporada anterior.
A retirada da fibra do campo começou pelos estados de Minas Gerais (8%), Mato Grosso do Sul (5%), Bahia (5%) e Mato Grosso (2,6%).

Fonte: Estadão Conteúdo Foto: Canal Rural

set207598

Colheita da safra 2023 de café do Brasil chega a 33% da produção esperada

É o que indica o levantamento semanal de SAFRAS & Mercado, mostrando avanço de 7 pontos percentuais em relação à semana passada, quando os trabalhos estavam em 26%. A colheita está adiantada em relação a igual período do ano passado (28%) e um pouco abaixo da média de 5 anos para o período (35%).

Assim, já foram colhidas 22,28 milhões de sacas de 60 quilos de uma safra total estimada por SAFRAS & Mercado de 66,65 milhões de sacas para 2023/24.

Segundo o consultor de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach, os trabalhos de colheita começam a ganhar mais ritmo, novamente favorecidos pelo clima seco e impulsionados pela presença dos produtores de arábica nas lavouras.

A colheita de arábica compreende 25% da safra, contra 21% em igual época do ano passado e 26% de média dos últimos 5 anos. Já os trabalhos com conilon chegam a 49% da safra, ficando acima dos 42% em igual época do ano passado, mas ainda abaixo dos52% de média dos últimos 5 anos.

Conforme Barabach, enquanto os trabalhos de colheita aceleraram, o beneficiamento anda lento e o produtor demora para levar o produto à praça de negociação. “O perfil da safra de arábica continua positivo, com resultado da produção trazendo uma boa surpresa aos produtores”, salientou Barabach.

Já no caso do conilon, o sinal é um resultado pior que o esperado. Os mapas climáticos indicam chuvas ao longo da semana em áreas de café do Brasil, o que deve atrapalhar os trabalhos de colheita e secagem do café. O tempo seco deve voltar a prevalecer na semana que inicia em 22 de junho.

Fonte: Portal Agronegócio Foto: Divulgação

set207691

Exportações do agronegócio atingem novo recorde no mês de maio e no acumulado do ano

As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16,78 bilhões em maio: 11,2% superiores ao mesmo mês em 2022. Nunca as exportações ultrapassaram US$ 16 bilhões em um único mês, considerando-se toda a série histórica iniciada em 1997. Com o recorde, a participação do agronegócio nas exportações totais brasileiras alcançou 50,8%.

Segundo análise da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (SCRI/Mapa), a excelente safra brasileira de grãos, superior a 315 milhões de toneladas, influenciou diretamente este resultado. O índice de quantum das exportações do agronegócio em maio cresceu 27,6%, e, mesmo diante da redução dos preços internacionais, possibilitou a geração de um novo recorde nas exportações do agronegócio.

Soja

As vendas de soja em grãos representaram outro recorde, com US$ 8,13 bilhões exportados. O volume, por sua vez, foi o segundo melhor de toda a série histórica, 15,60 milhões de toneladas embarcadas, somente superado pelo volume de abril de 2021 (16,11 milhões de toneladas). A China foi o principal destino (cerca de 60% do total).

As vendas externas de farelo de soja também registraram recorde, dessa vez de valor e volume exportados, US$ 1,43 bilhão (+32,0%) e 2,71 milhões de toneladas (+38,4%), respectivamente.

Carnes

As exportações de carne bovina recuaram para US$ 952 milhões (-11,8%), devido à redução do preço médio de exportação. Por outro lado, houve recorde em volume: 191 mil toneladas, influenciado pela demanda chinesa após os efeitos da suspensão temporária das vendas ao país. A China é a maior importadora da carne bovina do Brasil, com 61,3% do valor total exportado.

Apesar da redução em valor, US$ 854 milhões (-3,5%), as exportações de carne de frango foram recordes em quantidade: 423 mil toneladas. O aumento da quantidade exportada ocorreu mesmo após o registro dos primeiros casos de Influenza Aviária confirmados no Brasil. Nesse cenário, o Ministério da Agricultura e Pecuária declarou estado de emergência zoo-sanitária no país, e tem adotado medidas preventivas de forma a impedir a chegada do vírus às granjas comerciais
Açúcar

O setor sucroalcooleiro apresentou forte elevação de valor exportado, passando de US$ 665 milhões em maio de 2022 para US$ 1,21 bilhão em maio de 2023 (+81,2%). O açúcar é o principal produto exportado pelo setor, com valor recorde de US$ 1,14 bilhão exportados (+88,5%).

Acumulado do ano (janeiro a maio)

As exportações brasileiras do agronegócio, nos cinco primeiros meses deste ano, somaram US$ 67,3 bilhões, o que representa um crescimento de 5,8% na comparação com o mesmo período em 2022, quando as vendas foram de US$ 64 bilhões. O agronegócio representou quase metade das vendas externas totais do Brasil, com participação de 49,5%.

Entre os destaques que mais contribuíram para o desempenho favorável estão os recordes em soja em grão, farelo de soja, frango e carne suína em valor e quantidade; recorde de milho e açúcar em valor; celulose e óleo de soja, recordes em quantidade.

A soja em grão representou 81,2% do valor embarcado pelo setor complexo soja, alcançando o valor histórico de US$ 26,53 bilhões, com recorde também em volumes: 49 milhões de toneladas.

Em 2023, o Brasil deve se tornar o maior exportador de farelo de soja do mundo. O produto registrou recorde em valor (US$ 4,76 bilhões) e quantum (8,84 milhões de toneladas).

As vendas externas de milho ficaram em US$ 3,09 bilhões, valor recorde para a série histórica. Segundo a análise da SCRI, a atual safra de milho prevista pela Conab no montante recorde de 125,72 milhões de toneladas, ainda sob os efeitos somente da primeira safra do cereal, favorece o incremento nas vendas externas. Foram embarcadas 10,6 milhões de toneladas do grão.

As vendas de açúcar também registraram recorde em valor, alcançando US$ 3,85 bilhões. Foram comercializadas 8,4 milhões de toneladas do produto.

Já a celulose foi responsável por 8,17 milhões de toneladas, quantidade recorde para o período. O óleo de soja também teve recorde no quantum, com 1,19 milhão de toneladas.

A carne de frango representou recordes de US$ 4,21 bilhões e de 2,13 milhões de toneladas, e as exportações de carne suína foram de US$ 1,14 bilhão e 473 mil toneladas.

Fonte: MAPA Foto: Divulgação

set207773

PIB de 2023 sobe de 1,84% a 2,14%, projeta Boletim Focus

O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (19) voltou a mostrar um salto na projeção de crescimento econômico para este ano, ainda repercutindo a força surpreendente demonstrada no dado do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre (1,9%).

A mediana das projeções para a alta do Produto Interno Bruto em 2023 subiu de 1,84% para 2,14%, contra 1,20% há um mês. Considerando apenas as 71 respostas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa para o PIB no fim de 2023 passou de 2,11% para 2,19%.

Já para 2024, o Focus mostrou redução da estimativa de crescimento do PIB de 1,27% para 1,20%, contra 1,30% de um mês atrás. Considerando apenas as 69 respostas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa para o PIB de 2024 cedeu de 1,20% para 1,19%.
Em relação a 2025, a mediana continuou em 1,80% ante 1,70% quatro semanas antes. O boletim ainda trouxe a estimativa para 2026, que, por sua vez, subiu de 1,95% para 1,99%, contra 1,80% há um mês.

No fim de maio, o Ministério da Fazenda aumentou sua projeção oficial para o PIB deste ano, de 1,61% para 1,91%. Na semana passada, o secretário de Política Econômica (SPE) da Fazenda, Guilherme Mello, disse ao Estadão/Broadcast que o resultado pode ficar mais perto de 2,5%. No Banco Central, a estimativa atual é de 1,2%, que poderá ser atualizada no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) deste mês.

Déficit primário

O Boletim Focus mostrou cenário marginalmente mais favorável para as contas públicas este ano na edição publicada nesta segunda. A projeção para o déficit primário em relação ao PIB em 2023 diminuiu de 1,05% para 1,01%.

Quatro semanas antes, a expectativa era um pouco menor, de 1%. No fim de maio, o governo alterou a expectativa deficitária para este ano de R$ 107,6 bilhões para R$ 136,2 bilhões, ou 1,3% do PIB. Para o déficit nominal em 2023, a mediana também mudou, de 7,85% para 7,77% do PIB, contra 7,80% há um mês.

O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Já o resultado nominal reflete o saldo já após as despesas com juros.

Já a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB em 2023, por sua vez, se manteve em 60,60%, contra 61% há um mês.
2024

No ano que vem, a estimativa para a dívida líquida caiu levemente, de 64,40% para 64,20%. Há quatro semanas, a expectativa era de 64,70% do PIB. Já o déficit primário esperado para 2024 subiu de 0,70% para 0,80% do PIB, se distanciando da meta prevista pelo governo de resultado neutro (0% do PIB). O déficit nominal projetado na Focus permaneceu em 7,00% do PIB. Há um mês, os porcentuais eram de 0,70% e 7,00% do PIB, nessa ordem.

Déficit em c/c

Os economistas do mercado financeiro alteraram a estimativa de déficit em conta corrente do balanço de pagamentos para 2023 no Boletim Focus desta semana.

A projeção deficitária passou de US$ 47,50 bilhões para US$ 45,29 bilhões ante US$ 47,06 bilhões de um mês atrás. Para o próximo ano, a estimativa de déficit variou de US$ 53,00 bilhões para US$ 51,02 bilhões, de US$ 53,05 bilhões há quatro semanas.
Em relação ao superávit da balança comercial em 2023, a projeção avançou de US$ 59,20 bilhões para US$ 61,15 bilhões, contra US$ 60,00 bilhões há um mês. Para 2024, a mediana superavitária subiu de US$ 55,30 bilhões para US$ 57,80 bilhões, de US$ 54,60 bilhões há quatro semanas.

Os analistas consultados semanalmente pelo BC avaliam que o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) será mais do que suficiente para cobrir o rombo em transações correntes neste e no próximo ano.
Mas a mediana das previsões para o IDP em 2023 cedeu de US$ 80,00 bilhões para US$ 79,00 bilhões após 25 semanas de estabilidade. Para 2024, a estimativa foi mantida em US$ 80,00 bilhões pela 20ª vez.

Fonte: Estadão Conteúdo Foto: Divulgação