set203690

CEPEA/ABIOVE: Cadeia da soja e do biodiesel representou 27% do PIB do agronegócio e gerou 2 milhões de empregos em 2022

O PIB da cadeia produtiva da soja e do biodiesel foi de R$ 673,7 bilhões em 2022, representando por cerca de 27% de todo o PIB do agronegócio nacional. Há 12 anos, esta participação era de apenas 9%. De 2010 a 2022, o PIB da cadeia expandiu 58%; no mesmo período, o agronegócio cresceu 8% e a economia, 12%. Isso indica um aumento consistente da disponibilização de produtos ao consumidor final pela soja e o biodiesel.

Os dados fazem parte do mais recente estudo elaborado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais, voltado à geração de informações contínuas de PIB, emprego e balança comercial para a cadeia da soja e do biodiesel.

O critério metodológico adotado é o do Cepea, no qual a cadeia produtiva é estruturada por segmentos que envolvem a própria agropecuária, os insumos, o processamento (agroindústria) e os agrosserviços executados, incluindo comércio, transporte e outros serviços necessários para a movimentação de produtos para atender tanto o consumidor final no Brasil quanto para exportação.

Geração de empregos

Em 2022, a cadeia da soja e do biodiesel gerou 2,05 milhões de ocupações, 80% a mais do que em 2012 (início da série). Com isso, sua participação como geradora de empregos no agronegócio cresceu de 5,8% para 10,8%. Vale destacar que a maior parte da população ocupada (PO) na cadeia está nos agrosserviços, com 1,35 milhão de empregos (+70,5% frente a 2012).

Com relação ao rendimento médio do trabalho, o valor foi de R$ 2.912/mês (29% acima dos R$ 2.257 no agronegócio). Na produção de soja, chegou a R$ 3.417 (115% acima do recebido na agricultura, R$ 1.591). Nas agroindústrias, a remuneração foi de R$ 2.359, com valores mais altos registrados no esmagamento e refino (R$ 2.818) e no biodiesel (R$ 3.192). No mesmo ano, o ganho médio da agroindústria agrícola brasileira foi de R$ 2.277.

Comércio Exterior

A tendência da última década para o complexo soja é de crescimento das vendas externas. Embora com oscilações, a receita atingiu novo recorde em 2022 (US$ 61,3 bilhões), representando 38% das exportações do agronegócio.

Os embarques são destinados majoritariamente para a China, que absorve, desde 2013, mais da metade do valor exportado (52,61% em 2022). Porém, desde 2019, o país tem reduzido sua participação, devido às importações crescentes do Sudeste Asiático, da África e do Oriente Médio. Outros grupos de países que se destacaram como destinos em 2022 foram União Europeia (14,51%); Sudeste Asiático (10,09%); Oriente Médio (7,49%); Leste Asiático (3,58%); África (1,76%) e América do Norte (0,75%). Os demais participaram com 9,21%.
Apesar do grande destaque em exportação e saldo comercial, volume significativo fica no mercado doméstico. Em 2022, a relação exportação/produção foi: 61% para a soja em grão; 53% para o farelo de soja; e 26% para o óleo de soja.

Fonte: Cepea/Esalq Foto: Divulgação

set20308

Conab: Colheita do milho verão chega à 67,5%, enquanto 28% da safrinha estão enchendo grãos

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou seu acompanhamento semanal das lavouras brasileiras e atualizou o estágio de desenvolvimento das lavouras de milho de primeira e de segunda safra no Brasil.

Olhando para a safra de verão, os técnicos da Conab apontam que 67,5% do total já foi colhido, com destaque para São Paulo (100%), Paraná (90%), Minas Gerais (87%), Rio Grande do Sul (86%), Santa Catarina (78%), Bahia (65%), Goiás (34%), Maranhão (15%) e Piauí (8%). No mesmo período da safra passada, a colheita da primeira safra estava em 76%.

Além das 67,5% de lavouras colhidas, a Conab aponta que 27,3% estão em maturação, 4,5% em enchimento de grãos e 0,7% em floração.
Já para a segunda safra brasileira, a companhia indica que 100% da área prevista já está semeada.

Até o momento, as lavouras de milho se dividem com 28,6% já em enchimento de grãos, 45,8% em floração, 24,8% em desenvolvimento vegetativo e 0,8% na fase de emergência.

Fonte: Notícias AgrícolasGuilherme Dorigatti Foto: Divulgação

set203191

Produtores se beneficiam de cultivares desenvolvidas para cada região do Brasil

O fato de o Brasil ser um país continental com mais de 8,5 milhões de km², seis tipos de climas e uma vasta diversidade de solos e relevos, torna-se natural a regionalização de cultivares para o agronegócio, pois cada região apresenta características distintas que devem ser avaliadas no momento de decisão de compra das sementes de soja.

Para Fernando Arnuti, consultor de desenvolvimento de produtos da TMG — Tropical Melhoramento & Genética — empresa brasileira de soluções genéticas para algodão, soja e milho, que busca trazer inovação ao campo, o agricultor precisa planejar sua lavoura considerando os aspectos de ciclo (grupo de maturação), época e densidade de semeadura, altitude e fertilidade do solo, além da resistência a insetos-pragas e doenças a fim de alcançar o alto teto produtivo. “No momento de decidir pela compra de uma cultivar de soja, o agricultor precisa estar atento às especificidades da sua região para adquirir o produto que melhor se adequa a essas condições”, diz.

Segundo ele, a TMG vem aprimorando constantemente seus estudos em melhoramento genético. Atualmente, a empresa comanda bases de pesquisa no município de Passo Fundo (RS) e Cambé (PR) para as macrorregiões sojicolas M1 e M2, respectivamente. Além disso, realiza diversos ensaios de pesquisa em diferentes microambientes para validação das linhagens. “Nosso intuito é estar cada vez mais próximo do agricultor, monitorando os desafios de cada região e mantendo o nosso portfólio atualizado, visando atender as demandas específicas de cada região”, comenta Arnuti.

Os frutos dessa regionalização já podem ser observados nas lavouras do Sul do Brasil, como, por exemplo, a TMG2757IPRO, que foi desenvolvida em Passo Fundo e apresenta precocidade (G.M.5,7), porte controlado, resistência ao acamamento e a podridão radicular de fitóftora. “Embora os estados do Sul do país apresentem algumas características em comum na agricultura, o produto final oferecido no Rio Grande do Sul não é o mesmo direcionado para a região do Paraná (M2), justamente pelas variações de clima, solo e ciclo”, explica.

Semeadura da soja nas épocas apropriadas

Arnuti, que atua na macrorregião sojicola 1 (M1), explica que no caso da cultura da soja, as cultivares desenvolvidas na macrorregião sojicola 2 (M2) precisam de uma maior atenção em relação à época e densidade de semeadura quando são cultivadas na M1. “O acamamento é uma das condições mais comuns quando o agricultor semeia uma cultivar de soja sem considerar esses aspectos. Vale lembrar que equívocos nesse processo podem aumentar a necessidade de aplicação de inseticidas e fungicidas, tornando a lavoura menos rentável. Respeitando o posicionamento correto, o agricultor terá cultivares com porte controlado, resistente ao acamamento e com alto teto produtivo”, aponta.

No caso da TMG2757IPRO, que é uma cultivar de ciclo precoce (125 dias) e foi desenvolvida na M1, o cenário é diferente. Para essa cultivar é recomendado que o agricultor realize a semeadura na abertura da safra e com maior densidade de plantas. Segundo Arnuti, os maiores potenciais produtivos dessa cultivar foram obtidos nesse posicionamento. “Nós temos o objetivo de elevar o potencial produtivo das cultivares da TMG, por isso, nosso time comercial, além dos nossos licenciados, sempre orientam o agricultor quanto ao posicionamento ideal para cada cultivar da companhia”, explica.

Pesquisa & Desenvolvimento (P&D)

Com o recente anúncio de investimento de R$ 2 bilhões em P&D nos próximos dez anos, a TMG vem aprimorando constantemente seus estudos em melhoramento genético. Atualmente, a empresa comanda 14 bases de pesquisa espalhadas por todo o Brasil (RS: Passo Fundo e Palmeiras das Missões – PR: Cambé, Marilândia, Campo Mourão — MS: Dourados – MT: Sapezal, Roo-BVP, Sorriso, Campo Verde, Primavera do Leste — GO: Rio Verde, Chapadão do Céu — BA: Luís Eduardo Magalhães) e faz testes em mais de cem microambientes diferentes para validação de linhagens de soja.

A TMG conta com um laboratório de biotecnologia capaz de fazer mais de 25 mil análises genéticas por dia e cerca de 40 milhões por ano, complementando o trabalho realizado pelos especialistas em melhoramento genético nas casas de vegetação e bases de pesquisa. Em 2021, o laboratório recebeu um aporte de R$ 15 milhões para elevar a capacidade e ampliar o leque de possibilidades genéticas a serem analisadas.

Sobre a TMG

A TMG (Tropical Melhoramento e Genética S/A) é uma empresa independente de melhoramento de soja, algodão e milho com base no Brasil, com instalações de última geração que permitem o desenvolvimento rápido de novas cultivares, adaptadas a diferentes locais do mundo. A TMG está focada em desenvolver soluções genéticas para entregar produtividade e rentabilidade aos agricultores, que contribuam para atender a demanda mundial de grãos e fibras de forma sustentável. No algodão, a empresa desenvolve há 17 anos um programa de melhoramento genético focado nas necessidades dos cotonicultores e foi pioneira ao lançar cultivares com tolerância à ramulária, principal doença do algodoeiro. Essas inovações levam um número maior de benefícios ao campo e ajudam a reduzir os custos de produção.

Fonte: Assessoria de Imprensa TMG Foto: Divulgação

set203227

Previsão de inflação do mercado financeiro cai para 6,02% em 2023

Após o Banco Central optar por manter os juros básicos da economia em 13,75%, a previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, caiu de 6,05% para 6,02% este ano. A estimativa consta do Boletim Focus desta segunda-feira (8), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2024, a projeção da inflação ficou em 4,16%. Para 2025 e 2026, as previsões são de inflação de 4% para os dois anos.
A estimativa para este ano está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3,25% para 2023, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,75% e o superior, 4,75%. Segundo o BC, a chance de a inflação oficial superar o teto da meta em 2023 é de 83%.

A projeção do mercado para a inflação de 2024 também está acima do centro da meta prevista, fixada em 3%, mas ainda dentro do intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Em março, a inflação desacelerou para todas as faixas de renda. Ainda assim, puxado pelo aumento dos preços dos combustíveis, o IPCA ficou em 0,71%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é inferior à taxa de fevereiro: 0,84%. Em 12 meses, o indicador acumula 4,65%, abaixo de 5% pela primeira vez em dois anos.

Para abril, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) – que mede a prévia da inflação oficial – ficou em 0,57% deste ano. A taxa é inferior na comparação com as de março de 2023 (0,69%) e de abril de 2022 (1,73%). O IPCA de abril será divulgado pelo IBGE na próxima sexta-feira (12).

Juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 13,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A taxa está nesse nível desde agosto do ano passado e é o maior nível desde janeiro de 2017, quando também estava nesse patamar.

Na semana passada, mesmo com as pressões do governo federal pela redução da Selic, o Copom manteve a taxa em 13,75% pela sexta vez seguida. Os efeitos do aperto monetário são sentidos no encarecimento do crédito e na desaceleração da economia.
A decisão de manutenção da Selic era esperada pelo mercado financeiro, com a previsão que ela se mantenha nesse patamar até, pelo menos, a reunião do Copom de agosto. De acordo com a pesquisa do Boletim Focus de hoje, a expectativa é de que a Selic encerre 2023 em 12,5% ao ano.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

Para o fim de 2024, a estimativa do mercado é que a taxa básica caia para 10% ao ano. Já para o fim de 2025 e de 2026, a previsão é de Selic em 9% ao ano, para os dois anos.

PIB e câmbio

A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira neste ano se mantém em 1%, mesma da semana passada.

Para 2024, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é de crescimento de 1,4%. Para 2025 e 2026, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 1,8%, para ambos os anos.

A estimativa para a cotação do dólar está em R$ 5,20 para o fim deste ano. Para o fim de 2024, a previsão é de que a moeda americana fique em R$ 5,25.

Fonte: NTC&Logística Foto: Divulgação

set202910

Trigo, milho e arroz vem forte no cenário global

À medida que nos aproximamos do final de abril, os relatórios de monitoramento de safra indicam que as condições para trigo, milho e arroz são favoráveis na maior parte do mundo, enquanto a soja está passando por condições mistas.

De acordo com o último relatório de monitoramento de safra do Sistema de Informação do Mercado Agrícola (AMIS), as condições do trigo são relativamente favoráveis no hemisfério norte. No entanto, partes da Europa, Ucrânia e Estados Unidos estão passando por condições desfavoráveis. Em contraste, o milho está sendo colhido no hemisfério sul e a semeadura está ganhando velocidade no hemisfério norte.

As condições do arroz são favoráveis em toda a Ásia e a China começou a semear a safra de uma única temporada. Esta é uma excelente notícia para o maior produtor mundial de arroz, já que as condições favoráveis na China podem ajudar a estabilizar os preços do arroz globalmente.

No entanto, a soja vive condições variadas, com condições excepcionais no Brasil e condições ruins na Argentina. A soja está sendo colhida atualmente no hemisfério sul, e essas irregularidades podem afetar a oferta global de soja nos próximos meses.
Visão geral das condições das lavouras:

Trigo: No hemisfério norte, o trigo de inverno está em condições favoráveis, exceto em partes da Ucrânia, Espanha e Estados Unidos. No hemisfério sul, a semeadura está começando no leste da Austrália.

Milho: No hemisfério sul, no Brasil, a colheita da safra de primavera (menor estação) está se encerrando em condições excepcionais. Na Argentina, a colheita continua em uma safra ruim. No hemisfério norte, a semeadura está começando em condições geralmente favoráveis.

Arroz: Na China, o arroz plantado precocemente entra no estágio vegetativo, enquanto a semeadura do arroz de estação única começa.

As condições são favoráveis para a safra de Rabi na Índia no início da colheita. No sudeste da Ásia, a colheita está progredindo para o arroz da estação chuvosa na Indonésia e para o arroz da estação seca nos países do norte.

Soja: No hemisfério sul, a colheita está terminando no Brasil em condições excepcionais, enquanto na Argentina, a colheita está em andamento tanto nas culturas precoces quanto nas tardias com baixo rendimento. No hemisfério norte, a semeadura está começando nos EUA.

Boletim elaborado pela equipe Agrotempo*

Fonte: Agrolink/Seane Lennon Foto: Divulgação

set202525

Segundo Imea, serão escoados 1,09 milhão de t de pluma da safra 21/22

A estimativa de mai/23 do Imea para a safra 22/23 do algodão em MT não apresentou reajuste em seus indicadores. Desse modo, a área destinada ao algodão permaneceu projetada em 1,15 milhão de hectares, 1,93% inferior ao consolidado na safra 21/22. Essa estimativa de redução é pautada pelos preços menos atrativos da fibra no estado, o que desestimulou alguns cotonicultores. No que se refere à produtividade, apesar de menos de 60% das áreas terem sido semeadas fora da janela ideal, os volumes de chuvas têm contribuído para o bom desenvolvimento das lavouras, desse modo o rendimento médio segue 12,27% maior que o do ciclo passado, previsto em 278,26@/ha. Por fim, a produção do algodão em caroço ficou em 4,81 milhões de toneladas, 10,04% superior ao consolidado da safra 21/22, devido à expectativa de maior produtividade.

Confira os destaques do Boletim:

DESVALORIZAÇÃO: refletindo a fraca demanda pela pluma no estado, o indicador Imea exibiu queda de 7,44% no comparativo semanal, cotado na média de R$ 130,13/@.

BAIXA: a combinação de aversão ao risco com a expectativa de recessão nos EUA fez com que as cotações da fibra na bolsa de NY desvalorizassem 3,69% na média semanal.

QUEDA: com poucos negócios fechados devido à procura muito enfraquecida, o preço do óleo de algodão disponível reduziu 6,78% na semana, cotado na média de R$ 4.587,31/t.
A estimativa de mai/23 de O&D da pluma de MT teve como principal destaque o ajuste negativo na projeção das exportações das safras 21/22 e 22/23

Desse modo, é estimado que serão escoados 1,09 milhão de t da pluma da safra 21/22, queda de 14,53% ante o último relatório. Esse cenário é reflexo das incertezas quanto à economia mundial, somadas ao terremoto que atingiu a Turquia (grande consumidora global da fibra), o que enfraqueceu a demanda internacional pela fibra e comprometeu os embarques oriundos de MT. Diante disso e com a rolagem de alguns contratos da safra 21/22 para a 22/23, os estoques finais do ciclo ficaram em 201,24 mil t de pluma. Em relação à safra 22/23, a projeção de exportação recuou 11,19% ante a abr/23. No entanto, com a expectativa de uma melhora na economia mundial e a maior produção no ciclo, o volume é 22,61% superior ao da safra 21/22, totalizando 1,34 milhão de t da fibra. Assim, devido ao maior volume dos estoques de passagem da safra 21/22, os estoques finais da temporada 22/23 ficaram em 326,62 mil t de pluma.

Fonte: Boletim semanal n° 672 – Algodão – IMEA Foto: Divulgação

set202677

Soja fechou em alta com FED e trigo

O contrato de soja para maio23 fechou em alta de 0,59% ou $ 8,50 cents/bushel a $ 1448,00. A cotação de novembro23, a principal data negociada nos EUA, fechou em alta de 0,39%, ou $ 5,00 cents/bushel a $ 1272,25. A cotação de maio24 fechou em alta de 0,56% ou $ 7,25 cents/bushel a $ 1292,00. O contrato de farelo de soja para maio fechou em baixa de -0,47% ou $ -2,0 ton curta a $ 427,8 e o contrato de óleo de soja para maio fechou em alta de -1,91% ou $ -0,98/libra-peso a $ 52,37.

Causas

A soja foi o cereal que menos sofreu interferência da forte alta do trigo nessa quarta. De fato, a alta do grão foi de menos de 1%, o farelo fechou em queda e o óleo de soja teve o melhor resultado do complexo. O movimento do FED de subir os juros americanos dentro da expectava do mercado e indicar que não aumentará a taxa por um período maior, foi o ponto de virada para o cereal que operava em baixa durante a sessão. O que pode melhorar um demanda interna pelo cereal. A alta no entanto foi limitada pelos fatores já apontados antes como; o bom avanço do plantio nos EUA, a baixa demanda do grão americano e alta oferta da soja brasileira, dado confirmado pela SECEX no dia anterior.

Fonte: Mais Soja Foto: Divulgação

set202733

Soja volta a cair na CBOT nesta manhã de 5ª com movimento de realização de lucros

Os contratos futuros da soja operam com queda nesta manhã de quinta-feira (04) na Bolsa de Nova York (CBOT). Por volta de 8h30 (horário de Brasília), os futuros da oleaginosa perdiam entre 4,2 e 7,4 pontos nos principais vencimentos, levando o julho/23 a operar em US$ 14,13 por bushel. O agosto/23 vem sendo cotado a US$ 13,56.

Depois de reação na véspera, acompanhando a alta de mais de 5% do trigo, que além da soja, também puxou derivados e milho, o mercado na CBOT volta a trabalhar no vermelho. Os preços também continuam a ser pressionados pela combinação de fundamentos e mercado financeiro, que tem tido uma semana de maior aversão ao risco.

Ontem (03), os Estados Unidos anunciaram subida de 0,25 ponto percentual na taxa de juros.

Nos fundamentos, a atenção é para o clima favorável nos Estados Unidos e às condições favoráveis para o avanço do plantio no país. De acordo com os últimos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), a semeadura da soja chegou a 19% da área até o último domingo, superando o mesmo período do ano passado e a média plurianual.

Fonte: Notícias Agrícolas Foto: Divulgação

set202814

Milho recua pelos estados

No mercado do milho do estado do Rio Grande do Sul os preços recuaram mais R$ 2-4/saca nesta quarta-feira, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Mercado de milho local, segue extremamente depressivo (não diferente de outras regiões do país), com fábricas bem-posicionadas e alongadas até junho (em sua grande maioria), portanto, sem estarem pressionadas a comprar, e começando a avaliar ofertas de milho de segunda safra do Centro-Oeste”, comenta.

“Hoje as indicações foram: R$ 64,00 CIF Santa Rosa, R$ 64,00 3 Passo Fundo e Frederico Westphalen, R$ 64,00 Marau e R$ 65,00 Arroio do Meio. Vendedor local não participa do mercado. Ofertas a 68,0/70,0 interior. Preços de pedra, em Panambi, mantiveram-se em R$ 58,00 a saca”, completa.

Em Santa Catarina os preços mantiveram as quedas dos dias anteriores, mas balcão recua. “Milhos deram uma estabilizada. Andou alguma coisa a R$ 68 CIF Videira, o que significa um real a menos no spot e a R$ 60 para agosto. Preços de balcão recuaram para R$ 58/saca em Campos Novos, recuaram para R$ 58,00 em Chapecó, para R$ 61 em Joaçaba e Concórdia e recuaram para R$ 58 em Canoinhas”, indica.
Mercado bem parado no Paraná, com compradores ausentes, apenas um negócio reportado. “Mercado bem parado; hoje até de soja estava mais parada. Foi visto apenas um lote rodar no Oeste, em Pato Branco, a R$ 65,00 FOB, em 2 mil toneladas, cerealista para indústria. Ademais indicações de compradores a R$ 62 e vendedores ainda pedindo R$ 67 a R$ 68”, completa.

“Os indicativos de preço de hoje continuam os seguintes, nesta ordem – Praça/Vendedor/Comprador: Londrina 65,00/-; Maringá 65,00/ -; Cascavel – /-; Ponta Grossa -/-; Guarapuava 68,00/ -; Sudoeste/PR -/ -; Ferrovia Norte – Ago -/56,00; Paranaguá – Jul -/63,50; Paranaguá – Ago -/63,00; Santos – Jul -/63,50; Rio Grande -/-; Chapecó/SC -/65,00; Joaçaba/SC -/65,00”, conclui.

Fonte: Agrolink Foto: Divulgação

set20211

Mercado brasileiro de algodão não consegue sustentar ganhos e recua em abril

O cenário é de que deve aparecer mais algodão no mercado norte-americano e influenciar negativamente a curva de preços da pluma. Também foi observado o baixo volume de venda antecipada no Brasil, tanto que as vendas do Mato Grosso, principal estado produtor responsável por 70% da safra brasileira, seguiram bastante lentas ao longo do mês.

Os dados do Imea indicam que até abril, apenas 8,68% da safra BR-23 foi vendida, ante 22,9% em igual período do ano anterior. Esses números mostram que o produtor brasileiro está mais vulnerável ao efeito sazonal da entrada da safra e com uma concorrência externa mais ativa. Na quinta-feira (27), o valor pago pela pluma em Rondonópolis ficou em torno de R$ 4,04 por libra-peso, uma desvalorização de 13,19% em relação ao mesmo período do mês de março, quando era indicada a R$ 4,65 por libra-peso.

Já a indústria segue cautelosa, tentando alongar seu estoque comprando conforme necessidade. A ideia para a fibra colocada na indústria em São Paulo chegou ao redor de R$ 4,15 por libra-peso no dia 27, uma desvalorização de 1,19% em relação a quinta-feira passada (20), quando era cotada a R$ 4,20 por libra-peso. Para o mesmo momento do mês anterior, quando trocava de mãos a R$ 4,77 a queda foi de 13%.

No FOB exportação Porto de Santos/SP, o preço pago pelo algodão subiu no dia 27 a 82,16 centavos por libra-peso, ante 80,54 centavos por libra-peso do dia anterior. Mas comparado ao mês passado, a queda foi de 10,03%. Com isso, o prêmio pago pelo algodão brasileiro recuou para +1,76 centavos por libra-peso contra ICE US. Há uma semana estava a +1,74 centavos, e há um mês era +11,60 centavos por libra-peso, demonstrando que o vendedor está mudando seu comportamento para que a fibra nacional fique mais competitiva no mercado externo.

Subprodutos

Em Mato Grosso, as cotações do caroço disponível e do farelo exibiram um recuo de 0,32% e 0,12% no comparativo semanal, cotados na média de R$ 1.239,96/t e R$ 1.332,24/t, respectivamente. Ainda, quando comparado com o mesmo período do ano passado, a redução no preço do caroço disponível é ainda maior, de 23,49%.

Esse cenário de queda no comparativo anual é justificado pela maior oferta do subproduto no mercado, visto que a produção do caroço da safra 2021/22 foi 12,94% maior que o registrado na safra 2020/21. Além disso, os relatos de menor demanda, principalmente por parte dos pecuaristas, devido ao período das águas, têm sustentado esse declínio no estado.

Por fim, com a temporada de entressafra do algodão e o período de estiagem se aproximando, a expectativa é de que os preços apresentem uma recuperação nas próximas semanas. As informações constam no Boletim Semanal do Imea – Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola.

Fonte: Portal do Agronegócio Foto: Divulgação