MAIS SOJA - Aumento de produtividade superior a 60% em soja

MAIS SOJA - Aumento de produtividade superior a 60% em soja

30 de julho, 2020

A temperatura média do ar e a radiação solar são dois dos principais fatores que governam o metabolismo das plantas. A resposta das plantas a temperatura, está condicionada ao acumulo térmico, denominado de soma térmica ou acúmulo térmico, sendo que para a maior parte das espécies é necessário dada soma térmica para a mudança de estádio fisiológico, assim como acúmulo de horas de frio para algumas espécies. Já com relação a radiação solar, além de contribuir no processo fotossintético, pode também exercer maior influência metabólica e no desenvolvimento de algumas plantas responsivas ao fotoperíodo como a soja por exemplo.

O fotoperíodo é denominado como o comprimento do dia, variando desde o crepúsculo matutino até o crepúsculo vespertino. Em dias nublados ou no período noturno onde a radiação solar é reduzida ou não ha radiação solar, as plantas tendem a ser prejudicadas quanto a produção de fotoassimilados. Sem radiação solar, as plantas não conseguem realizar a fotossíntese, não sendo possível a produção de fotoassimilados e consequentemente o acúmulo de reservas, crescimento vegetal e produção de frutos.

Pensando nisso, novas tecnologias vêm sendo empregadas buscando a suplementação da radiação solar com iluminação artificial, proporcionando um aumento da fotossíntese das plantas e consequentemente maior produção de fotoassimilados e produtividade das culturas. Primeiramente empregada em cultivos protegidos, com condições controladas, a suplementação da radiação solar com iluminação artificial agora pode ser empregada em larga escala nos cultivos anuais.

Uma tecnologia pioneira que vem demonstrando bons resultados de produtividade para culturas como soja e milho. Trata-se da “irrigação de luz”. Por meio do emprego de lâmpadas adequadas com comprimento de onda absorvido pelas plantas, uma empresa lança uma tecnologia de iluminação artificial um tanto quando inusitada. E empresa utiliza um pivô de irrigação para fixação das lâmpadas para realizar a iluminação noturna das plantações, o interessante é que além da suplementação da radiação solar por meio da iluminação artificial com o pivô, a tecnologia não impede do pivô realizar suas funções básicas como irrigação.

A irrigação artificial pode ser utilizada tanto no período noturno quando em dias nublados. A empresa detentora da tecnologia diz que a iluminação artificial já foi empregada em um pivô de 100 hectares em Minas Gerais e trouxe bons resultados para a safra de verão 2019/20. Com 40 dias de irrigação artificial de luz durante a florada e início do enchimento de grãos, já foram projetados acréscimos de 66% na produção da soja (Grupo Fienile), notando diferenças significativas visualmente entre as plantas.

O potencial de uso da tecnologia abre espaço para a utilização em outras culturas, os resultados da iluminação artificial estão sendo estudados pela empresa detentora da tecnologia em cerca de 14 culturas, sendo elas a cana-de-açúcar, o algodão, trigo, milho, sorgo, soja, feijão, girassol, tabaco, tomate, batata, alho, cebola e pimenta. Testes de montagem, colorações, disposição e materiais que resistam ao cultivo aberto estão sendo considerados (Grupo Fienile). Uma tecnologia que promete abrir novas possibilidades e patamares de produtividade das culturas, podendo ser empregada em grande parte dos cultivos agrícolas.

Fonte: Mais Soja Foto: Divulgação

 

 

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