GP - Cresce falência entre agricultores americanos e 40% dos lucros já dependem do governo

GP - Cresce falência entre agricultores americanos e 40% dos lucros já dependem do governo

31 de outubro, 2019

O número de propriedades rurais americanas que foram à falência em setembro atingiu o índice mais alto desde 2011, em meio às escaramuças da guerra comercial de Trump com a China e num ano marcado por extremos climáticos.

Os agricultores também estão ficando cada vez mais dependentes de subsídios e pacotes de socorro federal, segundo estatísticas divulgadas pela American Farm Bureau Federation, a maior organização de produtores rurais do país.

O aperto porque passam os agricultores ilustra os danos provocados pelas tarifas retaliatórias da China contra uma fatia do eleitorado fundamental para o presidente Trump, às vésperas do início da campanha de reeleição e em meio à luta política contra o pedido de impeachment. Os números também deixam claro a importância da “fase 1” do acordo que o governo americano tenta negociar com Pequim, que prevê aumentar a exportação de produtos agrícolas em troca de uma pausa na elevação das tarifas.

Segundo o relatório do Farm Bureau, quase 40% da projeção de lucros das fazendas neste ano deverá vir de programas de apoio comercial, de assistência contra desastres, de subsídios federais e pagamentos de seguros. Essas rubricas devem responder por US$ 33 bilhões da renda total de US$ 88 bilhões.

A guerra comercial e dois anos seguidos de adversidades climáticas prejudicaram os agricultores que já lutavam com a baixa no preço das commodities.

Nos doze meses terminados em setembro, deram entrada 580 pedidos de falência rural, os números mais altos desde os 676 casos registrados em 2011. Apesar disso, segundo o Farm Bureau, os índices permanecem “bem abaixo” dos picos históricos registrados nos anos 1980.

As recentes falências se concentram em 13 estados da região do Meio-oeste, que é crítica para a eleição presidencial e onde as disputas comerciais afetaram mais duramente produtores de soja e milho, pecuaristas de leite e suinocultores. Mais de 40% das falências, ou 255 pedidos, aconteceram nessa região.

Fonte: Gazeta do Povo Foto: Kathryn Gamble/The Washington Post

 

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