Sementes de alta tecnologia

Sementes de alta tecnologia

14 de agosto, 2020

O Paraná não é somente um dos estados brasileiros considerados celeiro de grãos, mas também é reconhecido com um dos grandes produtores de sementes de qualidade. Grande parte do que é produzido em seu território, acaba ficando no próprio Estado, ajudando, inclusive, o agronegócio estadual a quebrar recordes em cima de recordes na safra de grãos e, ao mesmo tempo, contribuindo para que a economia paranaense permaneça aquecida, mesmo neste período de pandemia provocada pela Covid-19. Outra parte da produção ainda segue para estados do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul entre outros.

A última safra de grãos colhida em território estadual mostrou o quão eficaz a semente aqui produzida ajuda na cadeia de todo o agronegócio. Para que o êxito da lavoura pudesse ser consolidado em números recordes para exportação, o trabalho no campo iniciou bem antes, na produção de sementes de qualidade. Ou seja, tudo o que germina no solo, antes de mais nada precisa contar com sementes de alto padrão e vigor.

“Sementes de qualidade, cultivadas dentro de padrões adequados e obedecendo a legislação e a regras de manejos modernos, não tem erro, terão resultados como vistos no Estado em 2020, com quebra de recordes na produção de grãos”, explica Paulo Pinto, presidente da Associação Paranaense dos Produtores de Sementes e Mudas – Apasem.

Segundo dados da Associação, em 2019 foram plantados 222.109 hectares de sementes de soja no Estado e outros 111.179 hectares de sementes de trigo. As duas culturas são as que predominam no território. A estimativa é que o plantio da soja aumente em 12% e a do trigo em 13% na próxima safra, segundo dados do Sistema de Gestão da Fiscalização - Sigef.

Porém, a estiagem acompanhada do clima seco que vem se estendendo desde o primeiro semestre tem deixado os produtores de sementes cautelosos em relação à manutenção desses números para a próxima safra. “A área cultivada permanecerá a mesma, mas se o clima continuar árido, pode haver quebras na produção na ordem de 12% quando comparado ao ano anterior”, estima o presidente da Apasem.

Com esse cenário, o produtor que já planeja a semeadura da próxima safra não deve abrir mão da qualidade da semente a qual vai inserir no campo para garantir uma performance satisfatória na próxima colheita. “Nossos laboratórios, por exemplo, tem trabalhado freneticamente neste período fazendo análise de amostras de sementes de todas as regiões do Paraná e de outros estados brasileiros, ajudando assegurar a qualidade das sementes”, conta o diretor executivo da Apasem, Oribel Silva.

Outro ponto a se considerar é a utilização de semente com garantia certificada. “Nosso território tem o privilégio de ser o celeiro de sementes de alto padrão e o agricultor deve usar dessa força de nosso parque sementeiro para garantir bons resultados”, orienta Oribel.

Ely de Azambuja Germano Neto, produtor de grãos e também de sementes na região dos Campos Gerais, não abre mão da qualidade no momento de planejar sua safra. “Tenho usado sementes de alto poder de germinação – acima de 95% - aliando alto vigor. O resultado tem sido extraordinário”, conta ele que cultiva em uma área de 2,5 mil hectares.

Primordial

Analisar o insumo que será colocado para brotar na lavoura é uma etapa essencial para se colher resultados positivos no campo na próxima safra de grãos. O ritmo de trabalho dos laboratórios da Apasem, estruturas situadas estrategicamente no Oeste do Paraná (Toledo) e Campos Gerais (Ponta Grossa) está acelerado com amostras de sementes vindas de todo o Paraná e do Brasil.

“O volume de amostras vindas de outros estados brasileiros também tem surpreendido. Muitos produtores estão recorrendo à análise feita pelos laboratórios da Apasem nos últimos meses”, explica Oribel. O diretor acredita ainda que a credibilidade alcançada em mais de 40 anos de mercado é um fator que dá segurança a quem busca um dos laboratórios. “Some-se a isso a estrutura pessoal de alta performance e as estruturas físicas disponibilizadas”, acrescenta.

“Mais do que tirar dúvidas e certificar-se sobre a qualidade da semente, é preciso interagir com os profissionais que atuam nos laboratórios. Essa troca de experiência dá ao produtor maior segurança e até ajuda a tomar algumas decisões”, explica o produtor Ely, que há mais de 40 anos usa dos serviços de análise de sementes dos Laboratórios da Apasem.

Para manter o atendimento em alto ritmo, os laboratórios se adaptaram ao período de pandemia. “Não fizemos paradas por ser um serviço essencial, pois a análise de sementes precisa ajudar o produtor de sementes a não perder os prazos de comercialização e plantio. Contudo, fizemos adaptações seguindo rigorosamente as orientações das autoridades sanitárias. Dessa forma, protegemos nossos colaboradores, peças fundamentais na realização dos serviços, bem como dos produtores que precisam enviar suas amostras com segurança para as estruturas da Apasem”, explica o diretor.

Semente, somente certificada

A pirataria de sementes ronda o agronegócio trazendo prejuízos milionários anualmente a toda a cadeia. “O Paraná tem a melhor semente do Brasil. Credito isso muito ao trabalho de fiscalização dos órgãos competentes. Apesar das dificuldades de pessoal, os profissionais são bem ativos e isso ajuda muito na orientação sobre o que a legislação exige. Esse é um fator primordial para que as sementes aqui cultivadas tenham alto padrão”, avalia o produtor Ely.

Campanhas constantes têm orientado

os profissionais do campo sobre a importância de se utilizar sempre a semente certificada. Denúncias de quem eventualmente foge as regras podem ser feitas pelo canal da Apasem na web apasem.com.br.

Fonte: Revista Show Rural

 

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