Mudas de araucária produzidas com técnica de enxertia

Mudas de araucária produzidas com técnica de enxertia

13 de abril, 2021

Uma araucária mais produtiva e em menos tempo. E ainda com possibilidade do manejo de sua altura. Esse foi o resultado de uma pesquisa conduzida pelo professor Flávio Zanette, da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Os estudos demostraram a eficiência da técnica da enxertia na produção de mudas de araucária, favorecendo características econômicas relacionadas ao pinhão.

Zanette, que trabalha nessa área há 35 anos, conta que verificou que a enxertia tinha viabilidade técnica e econômica para a araucária, desde que utilizada parte do tronco de uma planta já adulta, em produção, para a formação da muda. De acordo com o professor, os primeiros resultados, ou seja, os primeiros pinhões – são verificados após cinco a seis anos do enxerto. O pesquisador obteve o primeiro registro em 2019. “É possível selecionar indivíduos com as características econômicas interessantes e são essas mudas que estão sendo produzidas para comercialização e distribuição aos produtores”, comenta o professor. São cinco variedades trabalhadas neste momento.
Entre as estimativas de Zanette para essas araucárias está a produção de 10 quilos de pinhões aos 10 anos; 30 quilos, aos 20 anos; 50 quilos, aos 30 anos; e uma média de 70 quilos, aos 50 anos. Outra vantagem da enxertia está na possibilidade de obter mais mudas fêmeas e plantá-las em proporção diferente daquela encontrada na natureza, aumentando a produtividade de pinhão.

As mudas por enxertia permitem também o manejo da altura da araucária. Isso acontece porque os galhos dessa planta vêm de um exemplar adulto, não caindo antes de 8 a 10 anos. O processo é diferente do pinheiro vindo de uma semente, cujos galhos mais baixos são jovens e caem, segundo Zanette.

O professor conta que no Viveiro Porto Amazonas, parceiro desse projeto, utiliza-se o jardim clonal para a obtenção de brotos e realização dos enxertos. Em 2019 foram produzidas 2,5 mil mudas e a meta é chegar a 10 mil neste final de 2020. Essas mudas já estão sendo entregues para os interessados e novas variedades, como a do “pinhão-gigante”, devem ir ao mercado em 2022.

Fonte: Revista Apasem/Joyce Carvalho

 

 

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